Opinião

A maka da zunga

Já muitas cartas de leitor passaram por este espaço a abordar a questão da Zunga, palavra em Kimbundu que passou a designar a venda ambulante.

Por isso, escrevo igualmente e desta vez para falar sobre um sector da vida económica, ainda que informal, que tem um grande peso na economia doméstica das comunidades. Gostaria abordar, nesta minha singela carta de leitor, a maka das zungueiras e as soluções para este problema. Julgo que as instituições que procuram inviabilizar a venda ambulante em qualquer local. É completamente compreensível a tomada de medidas, duras algumas vezes, para punir zungueiros irreverentes que contra todas as expectativas incorrem em desafio, directo e indirecto, às autoridades. Urge pôr ordem no círculo para que zonas urbanas e mesmo áreas rurais em que se não devia proceder à venda de qualquer forma sejam devidamente protegidas. Mas não estou de acordo com determinados procedimentos para inviabilizar os zungueiros e zungueiras em qualquer parte da cidade. Construíram-se numerosos locais de venda e há regulamentos próprios para a venda ambulante. Era bom que os nossos irmãos que fazem da “zunga” o seu ganha-pão, acatassem o que as leis determinam para que se evitassem situações menos abonatórias. Não é bom para a imagem das instituições do Estado, no caso os elementos dos Serviços de Fiscalização e da Polícia Nacional, envolverem-se em correrias com as pessoas que praticam a venda nas ruas. Se há uma solução definitiva, cabe às instituições definitivamente terminar com a venda ambulante desregrada. Não acho bonito a existência de uma espécie de ambivalência na forma como se enfrenta a venda ambulante, dando a ideia de que se combate, mas ao mesmo que ela continua. A solução tem de ser irreversível para bem de todos.
Paulo  Kanga|KM30

Redes sociais
Sou estudante de Sociologia e acompanho com atenção o debate em torno das redes sociais. Acho que o debate representa que as pessoas amadureceram o suficiente, atendendo a forma como cada um apresenta os seus argumentos. Apenas lamentar a forma unilateral como muitos encaram as redes sociais. Preferem alguns encarar apenas e somente negativamente. As redes sociais, à semelhança de numerosas outras ferramentas inventadas pelos seres humanos, representam sempre vantagens e desvantagens. Mais do que ficarmos a sensibilizar a sociedade sobre os seus perigos, que existem na verdade, mais vale criarmos mecanismos que previnem o pior. Há dias, ouvi numa palestra, um prelector a enfatizar o papel negativo que as redes sociais desempenham na sociedade. Contrariamente a nenhuma referência às vantagens, o homem destilou todo o seu fel contra as redes sociais. Acho que precisamos de debitar as nossas opiniões sobre as redes sociais com o devido tacto porque, como se pode notar com relativa facilidade, as redes proporcionam vantagens e desvantagens. Precisamos de olhar para outras formas para compensar o alegado prejuízo que as redes sociais proporcionam. Prefiro olhar para a educação, repensar o papel das famílias e das escolas para que tenhamos mais equilíbrios. Um investimento na educação das pessoas, a criação de leis eficazes e uma actuação profissional dos órgãos competentes contribuem para que delitos de maior gravidade não aconteçam.
Augusto Baltazar|Ramiros

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