Opinião

A nossa fauna

Bartolomeu Mendes| Sambizanga

Sou ambientalista e escrevo pela primeira vez para o Jornal de Angola para abordar a questão da protecção da fauna para falar, muito em particular sobre os números de elefantes em Angola.

Há dias, fiquei contente quando soube que no Cuanza- Norte manadas de elefantes estavam a “dar ar da sua graça” junto às zonas residenciais e de lavoura. Acho que a população de elefantes em Angola está a aumentar e fico muito contente. Têm sido bastante disputados os números e já diferentes entidades a descrever um quadro dantesco quanto as espécies que ainda existem em todo o continente e em particular em Angola.
Durante a fase de conflito armado, ao que se sabe, muitos elefantes tinham “imigrado” para países vizinhos, facto que levou o sudoeste de Angola a ficar despovoado. Mas há muitos estudos, feitos, obedecendo a várias metodologias, por via dos quais se conseguiu mensurar a população de paquidermes em todo o continente.
Em Angola, fruto de algumas iniciativas, como a da Fundação Quiçama, do general de grata memória, João Baptista de Matos, alguns parques conheceram formas de repovoamento animal. Julgo que a iniciativa da Fundação Quiçama desempenhou um grande papel e que precisa de ter continuidade porque precisamos, em tempo de paz e estabilidade, contribuir para os mesmos efeitos no mundo animal.
Não me parece que o rastreio de elefantes através dos meios aéreos, independentemente da quantidade material e humana presentes no acto, tenha sido suficiente.

Transgressão administrativa

Sou automobilista e escrevo para falar sobre a questão dos quebra-molas instalados em muitas ruas e ruelas de Luanda, muitas vezes sem a observância de regras. Nalgumas destas ruas foram instaladas numerosos quebra-molas, nem sempre seguindo regras e procedimentos que seriam normais, representando um grande percalço para muitos automobilistas.
A instalação de quebra-molas em determinadas vias da cidade passou a desempenhar um papel relevante na contenção de eventuais excessos na velocidade, com impacto na segurança das pessoas e das viaturas.
Trata-se de uma feliz iniciativa, que muitas comunidades desordenadamente acabaram por optar com mais ou menos os mesmos motivos. Há ruas em que, por iniciativa dos moradores, optou-se pela instalação de quebra-molas, mas o betão encontra-se de tal maneira mal colocado que constitui um calvário para muitos automobilistas. Em vez da forma circular, que permitiria uma rodagem normal das rodas, muitos quebra-molas, instalados em algumas ruas, possuem uma forma escarpada que embaraça a travessia. Julgo que as entidades provinciais deviam colocar mão nisso e impedir que, de forma desordenada, as comunidades coloquem quebra-molas em qualquer rua sem observar regras elementares para o efeito.
Para terminar, seria bom que as administrações municipais e distritais regulassem melhor a instalação de quebra-molas que, julgo eu, deve ter algum tipo de regulamentação. As pessoas não podem habituar-se a colocar quebra-molas de qualquer maneira, contribuindo para o caos que já faz morada entre nós.

Jerónimo Trindade |Calemba

 

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