Opinião

A nossa Internet

Escrevo hoje para falar sobre o papel da Internet na vida das famílias e pessoas singulares, bem como na sociedade. Hoje, as redes sociais vieram para proporcionar a muita gente a possibilidade de empreenderem e com sucesso.

Embora haja também aqueles que se aproveitam das redes sociais para extorquir, defraudar e roubar, não há dúvidas de que a Internet veio para melhorar a vida de todos nós. Acompanho as redes sociais com algum interesse e noto que a sociedade angolana, cada vez mais, parece inclinar-se favoravelmente pela expansão das liberdades. No fundo, as redes sociais estão a servir de escape para o “desabafo” de muita gente, o que representa um progresso muito grande para Angola. Contrariamente ao que muitos defendem, alegando que há toda a necessidade de apertar-se o cerco daqueles que usam as redes sociais e nem sempre com as melhores motivações, sou pela liberdade. As liberdades, os direitos e as garantias fundamentais dos cidadãos devem conhecer um aprofundamento e uma contínua promoção da parte das pessoas e entidades com poder de decisão. É escusado dizer que das pessoas que usam as redes sociais espera-se o respeito e o cumprimento das leis porque ninguém, no seu perfeito juízo, defenderia o uso irresponsável das redes sociais. Ninguém pode dar-se ao luxo de usar as redes sociais com total desconhecimento das implicações envolvidas no uso e partilha de sons, imagens e vídeos de terceiros sem a devida autorização. A cultura da legalidade deve estar permanentemente presente quando acedemos a um computador para postar, enviar, reenviar e fazer demais partilhas. Como espelham bem as leis, o desconhecimento não isenta ninguém das responsabilidades de partilhar indevidamente dados, imagens, sons ou vídeos, violando direitos de terceiros.
JOANA ADÃO | Lobito


Segurança em África
Escrevo pela primeira vez para falar sobre a segurança em África, particularmente numa das suas zonas mais problemáticas, nomeadamente a região do Sael, que se estende desde o Mali, Mauritânia até ao Corno de África. Trata-se de países com dimensão continental, cujos territórios e fronteiras ficam muitas vezes à mercê de grupos e senhores de guerra. Neste contexto, o terrorismo prospera à medida que o poder do Estado se mantém afastado ou, muitas vezes, negligente. Parece existir um completo descaso sobre o que se está a passar naquela zona, envolvendo territórios do Mali, Burquina Faso e Níger, onde vários grupos terroristas e chefes locais parecem disputar todos os mesmos “espaços vitais”. Tratando-se de territórios extensos, sem a presença administrativa do Estado, fronteiras extremamente porosas, não há dúvidas de que em determinada parte do Sael começam a ser criadas condições para a implantação de um novo Afeganistão em África. Parece que os terroristas estão a testar, eventualmente, a capacidade de resposta das autoridades, com sucessivos ataques, e parecem convencer-se de que podem continuar a impor a sua agenda. Em determinadas regiões do leste do país, em que as forças armadas e a polícia não entram, são vários os grupos terroristas, alguns filiados da Al-Qaeda, Estado Islâmico e chefes tribais locais, que determinam o curso dos acontecimentos. Essas entidades infra-estatais estão a ameaçar tudo e todos.
PEDRO BORGES | Cabinda

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