Opinião

Administradores, cidadãos e autarquias

Gostaria que os administradores municipais tivessem um contacto regular com os munícipes , para ouvir deles os seus problemas. Fico por vezes com a impressão que há administradores que têm um horror à poeira.

E curiosamente muitos deles viveram nos bairros suburbanos. Saem dos gabinetes climatizados, entram para os seus carros climatizados e vão para as suas casas também climatizadas e vice-versa. Penso que devia haver uma forma de avaliar o desempenho dos administradores municipais , enquanto não houver autarquias. Quando houver poder autárquico, os eleitores encarregar-se-ão de decidir se este ou aquele cidadão deve ou não dirigir um município. Os administradores não se podem apenas fazer conhecer quando há eleições. Espero que, aquando da implementação das autarquias, haja candidatos que estejam realmente disponíveis para servir o povo. Não queremos autarcas que durante o mandato tratam mais dos seus negócios do que dos problemas do povo. Quem está a governar não deve passar mais tempo a tratar dos negócios da sua empresa do que a saber como o povo vive. Tenho esperança de que as autarquias poderão contribuir para que mude muita coisa nos municípios. Mas para tal é necessário que haja cidadãos sérios, honestos e patriotas a candidatar-se nas eleições autárquicas. Sou da opinião de que não se apostem mais em pessoas que nada fizeram em prol das populações. É preciso apostar em pessoas competentes, honestas e que se preocupam realmente com os problemas das pessoas.
Reinaldo Afonso | Ingombota


Os governantes e a imprensa
Escrevo para este espaço para aconselhar os governantes a ler jornais e a ouvir rádios do nosso país. As nossas rádios privadas produzem, particularmente, muita informação de que os governantes deviam tomar conhecimento, para que tomassem medidas necessárias em tempo oportuno. É um erro ignorar a imprensa, mesmo que não se goste dela. Geralmente os governantes não gostam de ser escrutinados pela imprensa, sobretudo quando esta fiscaliza efectivamente os actos daqueles que foram eleitos pelo povo e que têm a obrigação de resolver os seus problemas. Sabe-se de muita coisa que acontece no nosso país porque existe imprensa. Os jornalistas são uma classe que também contribui para o desenvolvimento do país. Quando os jornalistas denunciam, por exemplo, situações que atentam contra o interesse público, estão a ajudar a construir um país em que se respeitem as normas. O jornalista deve ser também um actor que combate as injustiças.
Helena João | Maianga


Cantinas para pobres
Devido à crise económica e financeira que atravessamos, muitas famílias passam por inúmeras dificuldades. Há lares em que se come muito mal. Não vale a pena fingirmos que não temos problemas graves. É preciso ir ao encontro das pessoas carenciadas, criando-se alternativas aos baixos rendimentos que muitas famílias auferem mensalmente. E se pensassem em cantinas para servir sopas para os pobres em áreas em que há pobreza extrema? Trata-se de uma ideia que pode ser amadurecida pelas autoridades competentes. Deve continuar a haver muita preocupação em relação às pessoas pobres .
Armindo Panzo | Sambizanga

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