Opinião

Alegadas críticas da Igreja

Ouvi dizer que o arcebispo de Luanda, alegadamente, criticou alguns meios de comunicação social por agirem com parcialidade no tratamento dos partidos concorrentes às eleições de 23 de Agosto.

Trata-se de uma declaração corajosa, na medida em que serve para reflexão, sobretudo dos operadores da comunicação social. Estes precisam de exercitar a isenção, objectividade e a imparcialidade, entre outros requisitos, para bem do Estado de Direito Democrático em Angola. Pronunciando-se por via de uma Nota Pastoral da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), aquela entidade eclesiástica falou bem do processo eleitoral do ponto de vista da organização, participação popular e comportamento das instituições, directa e indirectamente, ligadas às eleições. Em todo o caso, o apontar do dedo deve ser encarado mais na perspectiva de melhoria e de aprendizagem com o que se passou em detrimento de qualquer condenação ou denúncia pública de aversão. Penso que os jornalistas e as empresas de comunicação, bem como as individualidades com papel de liderança junto desses órgãos, têm plena consciência dos desafios e responsabilidades que pesam sobre os seus ombros.

Artur Vasconcelos | Barra do Kwanza

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