Opinião

As nossas autarquias

Sou estudante universitário e leitor assíduo do Jornal de Angola, em minha opinião o mais importante diário angolano com responsabilidade acrescidas na construção da Angola democrática, reconciliada e desenvolvida. Escrevo hoje sobre as autarquias, marcadas em princípio para 2020, relativamente a componente comportamental diz respeito.

Embora as mesmas continuam ainda no prelo, legislativo e político, não há dúvidas de que precisamos já de continuar a falar e aprender mais sobre um processo que todos vamos vivenciar daqui a meses. Como canta um artista brasileiro do estilo Samba, “o povo sempre faz a sua parte” e não há dúvidas de que o nosso soube disciplinadamente cumprir com um dos maiores apelos dos actores políticos.
É verdade que não podemos esperar por um processo perfeito, sendo o mais mais importante a melhoria que registamos a cada acto, incluindo-se aqui igualmente todos os actos que lhe são antecedentes e subsequentes. Registaram-se queixas, é verdade, mas não há dúvidas de que não se pode esperar por um processo inteiramente justo, perfeito e desde que esses incidentes estejam muito distantes na determinação dos resultados finais. Não podemos deixar de enaltecer o que se faz e bem e quando se reconhecem também as falhas e necessidades de melhorias.
Amadeu Nascimento | Prenda

 

Empreendedorismo no país
Já muito se escreveu sobre o empreendedorismo e o empresariado, mas julgo que pouco se faz relativamente a estes esforços. Fala-se muito que o angolano deve ser empreendedor quando, na verdade, o angolano é mesmo empreendedor e não há dúvidas sobre isso. Além de visionário, o angolano tem sabido empreender em muitas áreas e não raras vezes sem o apoio das instituições ou organizações sociais.
Muitas vezes, as pessoas com inclinação para o empreendedorismo precisam de ser devidamente orientadas para encaminharem bem as suas energias e capacidades criativas. Espero que haja sensibilidade da parte das instituições do Estado no sentido de proporcionar aos empreendedores angolanos condições para os mesmos serem bem sucedidos. E se esta e outras iniciativas tiverem a escola como o berço, tendo um ensino inovador e professores competentes não há dúvidas de que chegamos lá com mais facilidade.
Afinal, ser empreendedor também representa uma forma de estar e viver numa sociedade como a angolana em que há, cada vez mais, novos desafios. Na minha avançada idade acredito que os jovens angolanos são empreendedores, sendo o que lhes mais falta é tão somente o impulso que deve vir das instituições.
Pedro Madeira | Samba

 

Lugar turístico
Escrevo pela primeira vez para o Jornal de Angola e gostaria partilhar memória da vida escolar, no ensino primário, quando os compêndios faziam referência às pinturas rupestres do Tchitundo Hulo. Estava na quarta classe quando ouvi, pela primeira vez, sobre esta importante riqueza deixadas pelos ancestrais e que consta entre os patrimónios culturais de Angola.
Localizado na localidade de Capolopopo, município do Virei, província do Namibe, trata-se de um dos tesouros culturais mais valiosos de Angola. E pessoalmente não sei dizer se estamos, enquanto Estado, a fazer mais do que se deve para melhor preservar as pinturas. É que se tratam de pinturas e gravuras que datam de épocas remotas e ocupam várias estações: Tchitundo-Hulo Mulume, a primeira a ser encontrada; Tchitundo-Hulo Mucai e as Pedras da Lagoa e das Zebras. Ao lado das preocupações para a sua preservação, era bom que o Estado angolano, auxiliado pelos seus parceiros conseguisse reunir cientistas e estudiosos para um processo de descodificação de alguns sinais que, seguramente, podem conter mensagens, provérbios e outras dicas. O lado turístico deve igualmente ser aproveitado.
Laurinda Tavares | Lubango

 

 

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