Opinião

As nossas empresas

Muito já se falou sobre os projectos empresariais que não sobreviveram aos esforços para a sua manutenção. Há numerosos projectos empresariais, públicos e privados, que morreram pouco depois de terem nascido, facto que devia levar a muitas reflexões.

Julgo que seria bom que se ponderasse a criação de uma agência ou comissão de acompanhamento dos projectos para os mais variados fins. Mais do que criar novos projectos, precisamos de avaliar correctamente as causas de desaparecimento dos que surgem, como se aguentam e porque é que "morrem" em condições em que poderiam ter continuidade. O acompanhamento serviria como uma espécie de base de dados inclusive para reorientar todos quantos queiram entrar para a vida empresarial, no sentido de aprenderem as melhores lições.
FERNANDO RIBEIRO | Samba


Venda na rua
Há dias gostei da posição assumida pelo novo governador de Luanda, que defendeu a venda na "zunga", designação que passou a servir para a venda ambulante. Contrariando vozes que defendiam medidas repressivas contra todos os que "zungam", o edil de Luanda defendeu a integração e reorientação. Acho que esse deve ser o paradigma da governação, instruir e orientar mais do que reprimir ou eliminar o comércio informal. Termino essa minha modesta carta, felicitando o governador e toda a sua equipa.
DEOLINDA BASTOS | Marçal


Estimulantes sexuais
Escrevo pela primeira vez para o Jornal de Angola para falar sobre estimulantes sexuais, aparentemente uma conversa tabu, mas que cuja demanda nas farmácias aumenta a cada dia que passa. Como enfermeiro e funcionário de uma instituição hospitalar de pequena dimensão, noto e oiço falar com muita frequência de casos que envolvem o recurso de estimulantes sexuais por parte dos jovens. E, na verdade, correm muitas informações, algumas nem sempre verídicas, sobre a procura destes estimulantes. Basta ver que o número de senhoras que pululam pela cidade a vender pomada, pós, pedaços de pau e líquidos de toda a espécie aumentou em muitas artérias da cidade de Luanda.
E segundo um levantamento feito por um grupo de estudantes, numerosas farmácias de Luanda têm conhecido uma procura crescente de estimulantes sexuais e curiosamente desacompanhadas de receitas médicas. Como recomendam todos os especialistas, os estimulantes sexuais devem ser usados somente sob orientação ou prescrição médica, facto que muitos não fazem, acabando por exagerar na dose. E como se não bastasse a procura exagerada por estimulantes sexuais nas farmácias, segundo o referido estudo, publicado no início deste ano nas redes sociais, o mais preocupante é que a procura pelos estimulantes é dominada por jovens. Os jovens, na sua maioria entre os 25 a 45 anos, são os que mais procuram os estimulantes sexuais, grande parte deles sem necessidade dos mesmos. Fazem-no apenas por necessidade de, alegadamente, "aumentar a pressão", facto que muitas vezes acaba por ser fatal. Vale a pena ir ao médico para evitar situações adversas evitáveis.
PEDRO MANTA | Huambo

 

 

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