Opinião

As queimadas

Há dias, parece que entrou definitivamente no dicionário de todos os angolanos, com o direito a manchete nas cadeias de televisão, a situação das queimadas protagonizadas pelas comunidades rurais.

Trata-se de uma prática milenar e que, em minha opinião, sempre foi feita com alguma sustentabilidade, independentemente de um ou outro caso de excesso.
As queimadas são um mal menor comparativamente a outras práticas que mais contribuem para a degradação ambiental. As emissões de gases com efeito de estufa por parte das fábricas, motores automóveis, além da poluição que os mares e rios sofrem por acção directa das empresas, representam uma fatia colossal dos prejuízos ambientais. Não pretendo defender as queimadas, evidentemente um mal a ser evitado, mas apenas defender a necessidade de se criar um organismo que passe a supervisionar as queimadas.
Na verdade, defendo que se devia criar já um instituto ou departamento que deve ter como atribuição o acompanhamento das comunidades, tendo como foco a informação, sensibilização e formação sobre as metodologias a usar nas suas actividades. As comunidades precisam de acompanhamento no sentido de fazê-las compreender não apenas as consequências das queimadas mal organizadas e em locais indiscriminados, como proibí-las, quando necessário, de realizar essa prática em determinadas alturas do ano, e em certos locais.
António Samuel Mutamba

Libertação de Lula
A libertação do ex-Presidente Lula da Silva está a gerar as mais variadas reacções, entre aqueles que o apoiam e outros que defendem o fim da impunidade.
O Brasil parece dividido, numa altura em que a esquerda latina-americana encontra-se a braços com o que parece ser o fim da sua fase dourada.
Hoje, a credibilidade e imagem de numerosos partidos e figuras políticas de esquerda da América Latina começa a estar em jogo, dando razão àqueles que sempre pensaram que nenhuma ideologia por si só é dona da verdade. A América Latina tem servido como uma espécie de tubo de ensaio de políticas e ideologias da direita, esquerda, extrema-direita e extrema-esquerda e o tempo tem provado que a região não conhece avanços significativos.
Embora se deva reconhecer que com a chegada da esquerda no poder no Brasil, com Lula da Silva, na Venezuela, com Hugo Chavez, apenas para mencionar estes exemplos, sem falar das conquistas cubanas no campo da Saúde e Educação, as populações foram largamente beneficiadas.
Mas a esquerda deixou-se levar também na medida em que, como sucedeu no Brasil, não foi capaz de combater determinadas práticas promovidas ou não promovidas por si e que acabaram por facilitar a chegada da direita ao poder. Em todo o caso, espero que estejamos todos a aprender com o recente caso que envolve a maka judicial do antigo Presidente brasileiro. Espero que as instituições brasileiras funcionem de facto para bem da Justiça e do Direito.
Bernardo Lopes|Luena

 

 

Tempo

você e o jornal de angola

PARTICIPE

Escreva ao Jornal de Angola.

enviar carta

Multimédia