Opinião

Bebidas caseiras

As bebidas caseiras estão a desaparecer naturalmente, uma realidade que me leva a escrever por causa de memórias que tenho sobre esses líquidos destilados e fermentados em casa, para o consumo humano.

Antigamente, combatia-se com agressividade o fabrico e consumo de bebidas alcoólicas produzidas a partir de casa, tendo levado muita gente para a cadeia. Naquela altura, lembro-me já algumas vozes defendiam que aquele estado de coisas podia deixar de existir livre e naturalmente, razão pela qual não havia necessidade do combate que as autoridades policiais e de vigilância impunham.
Lembro-me que as ODPs e BPV, brigadas paramilitares que contribuíam para assegurar a ordem e tranquilidade sociais, estavam na vanguarda quando se tratava da imposição de normas de conduta. Muitos foram presos por fabricarem bebidas caseiras por necessidades, num contexto em que os excessos marcaram negativamente o referido período.
Hoje, fica mais fácil notar que todo aquele esforço que acabou por destruir famílias não precisava de ser levado a cabo atendendo que o tempo e as mudanças que a sociedade e as famílias conheceriam podiam acabar por impactar positivamente. A opção pelas bebidas caseiras foi por causa de um contexto que, felizmente, está a passar e com os efeitos que permitem aprender com o que se passou hoje.
A medida que o povo vai elevando os seus critérios de escolha, acrescido dos níveis de escolaridade, não há dúvidas de que certas opções relativas ao consumo de bebidas alcoólicas acabam passadas de lado.
AFONSO LIMA | Terra Nova

 

Praias Seguras
Sou banhista e escrevo hoje pela primeira vez para o Jornal de Angola para falar um bocado sobre duas coisas muito interessantes : os banhos junto às praias e o papel das entidades que lidam com a segurança nas praias.
Julgo que só teremos praias seguras se aqueles dois binómios combinarem e andarem sempre de mãos dadas. As praias de Angola, segundo o que li, constam de um projecto que visa transformar os locais de banho e lazer em espaços de tranquilidade e livres dos casos de afogamentos. Já tivemos casos em que os níveis de afogamentos causaram muitos óbitos e que levaram a tomada de medidas para reverter o quadro.
Hoje, há um grande esforço da parte do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB) no sentido de assegurar praias com taxa zero de fatalidades. Temos um país com uma longa costa e grande parte dela é propícia para a prática do banho e lazer.
Acho que o trabalho do SNPCB deve estender-se a várias áreas usadas pelas populações para a prática do banho para, entre outras coisas, prevenirem situações menos boas. Acho que se deve investir muito na sensibilização e educação das pessoas que se fazem ao mar para que mantenham os níveis de precaução e atentem sempre aos sinais colocados pelo SNPCB. Há locais, junto às praias, devidamente assinalados, razão pela qual faz todo o sentido que estes esforços continuem para bem de uma época de praia livre de mortes.
Morrer na praia tem de parar de entrar nas estatísticas e isso vai ser apenas possível se formos capazes de seguir com rigor as orientações dadas pelo SNPCB sempre que nos fizermos ao mar.
MÁRCIO SANTOS | Kifangondo

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