Opinião

Buracos na via

Muitos leitores do vosso jornal escreveram cartas sobre a situação da via que passa pelo Laboratório de Engenharia de Angola (LEA) e que apresenta buracos que causam transtornos ao trânsito.

O curioso é que a via passa por uma instituição, o Laboratório de Engenharia de Angola, que tem como uma das funções a fiscalização de obras de construção civil. Sei entretanto que não cabe ao LEA resolver o problema. Um problema de fácil resolução. Trata-se apenas de alguns buracos numa via que liga a Avenida Revolução de Outubro à estrada Sagrada Esperança. Do que é que a administração do Distrito Urbano da Maianga está à espera para fazer uma pequena intervenção na referida via, que só levaria algumas horas. Será que temos de esperar por mais um projecto megalómano para se tapar uns poucos buracos?
Alice Cardoso|Bairro Prenda


Combate à especulação
Penso que se deve fazer uma luta cerrada à especulação. Há comerciantes que andam a aproveitar-se da crise para aumentar os preços a torto e a direito, o que faz com que o poder de compra dos trabalhadores diminua permanentemente. A taxa de inflação é elevada, mas esta não justifica os elevados preços que se verificam no mercado. Que os órgãos de fiscalização das actividades económicas apertem o cerco a especuladores, que estão a causar problemas a muitos trabalhadores. Se a especulação é crime económico, que se accionem os mecanismos para se levar à justiça todos os que andam a violar leis relativas à actividade económica.
Laureano Gervásio |António Rangel


Crianças subnutridas
Li numa publicação angolana que morrem no país muitas crianças por subnutrição. Que o Estado elabore um plano que possa acudir esta situação. Soube que um país latino-americano concebeu há muitos anos um plano de nutrição de crianças com bons resultados. Era bom que se estudassem as experiências de países que viveram situações idênticas às nossas, no que diz respeito ao combate à subnutrição. As nossas crianças devem merecer toda a atenção. Elas são o futuro do país. Que haja coordenação entre as diferentes entidades que tratam de assuntos sociais para se resolver o problema da subnutrição em Angola.
Hermínia Afonso|Cazenga


Livrarias
Penso que é necessário que haja um aumento do número de livrarias no país, em particular na cidade de Luanda, onde vivem cerca de seis milhões de pessoas. Apelo aos empresários que invistam também em livrarias, para que os nossos estudantes possam ter a possibilidade de comprar livros. Se houver muitas livrarias, haverá muita oferta de obras e certamente os preços dos livros não estarão muito altos, como acontece actualmente. Visitei países em que as livrarias ficam cheias de gente. Em Angola as livrarias andam vazias. Os estudantes não têm dinheiro para comprar muitos livros. Cheguei a visitar um país, o Brasil, em que pude comprar um livro à madrugada. Há países que não brincam com o conhecimento. Que não se continue a transformar as nossas livrarias em lanchonetes ou em bancos. Um país faz-se com homens e livros.
Eduardo Afonso|Maianga

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