Opinião

Caça furtiva

Sou amante das questões ambientais e escrevo para abordar a maka da caça furtiva, sobretudo a que envolve animais em vias de extinção.

Trata-se de uma prática que provoca males que nem sempre conseguimos avaliar a sua dimensão e estrago na medida em que as estatísticas acabam sempre por pecar por defeito. Caça-se muito, daí que o contrabando é alimentado de todas as formas e feitios, realidade que deve dar lugar uma agressiva campanha para inverter o quadro.
Espero em todo o caso que as nossas autoridades estejam a fazer o trabalho de casa no sentido de inviabilizar espaço de manobra aos caçadores furtivos e contrabandistas. A caça furtiva anda de mãos dadas com a procura por marfim e chifres de animais como rinocerontes, um fenómeno que afecta muitos países africanos. De acordo com uma pesquisa divulgada, Angola consta entre os países em que os fenómenos descritos acima conhecem alguma evolução em sentido decrescente. Fiquei contente ao ler que em Angola os números que apontam para o declínio da população dos referidos paquidermes não são assustadores. Pelo contrário, há uma redução na caça e contrabando de marfim e outras "relíquias de caça" que rendem muito dinheiro no mercado ilegal. Espero que estes números coincidam com a realidade no terreno para bem da nossa fauna.
Agusto Gregório |  Gamek Direita


Campanhas eleitorais

Durante os preparativos das campanhas eleitorais para as eleições em África ocorrem sempre situações menos boas que implica questionar porque é que os períodos eleitorais em África são fases de instabilidade. Perdem-se vidas, nalguns casos, e noutros bens materiais e acho que está na hora da União Africana obrigar aos seus Estados membros a observância de pacto de conduta que vincule a todos. Os processos eleitorais, na maioria dos países africanos, costumam transformar-se em batalhas campais, embora deva reconhecer que esta realidade está a dar lugar a um período diferente à medida que se torna normal a realização de eleições em África.
A campanha eleitoral ordeira demonstra que a democracia é um ganho da paz em todo o país porque deu para ver que os angolanos sabem viver na adversidade. Contrariamente ao que muitos erradamente divulgavam, muitas vezes com alguma maldade, os africanos estão a dar conta do recado. Na verdade, os processos democráticos em África são produtos em contínua modificação e superação. Não são produtos acabados e não se pode dizer que os africanos estão mal adaptados com a democracia. Não é verdade na medida em que o mais importante está a ser a caminhada que é feita todos os dias. Como africano, devo reconhecer que nem tudo vai bem, nem tudo vai mal. mas o importante é que alguma coisa se está a fazer para que a democracia se efective em todo o continente como um processo normal e bom de implementar. Em todo o caso, é bom que enalteçamos o que fazemos, em vez da crítica fácil sobre o mal que eventualmente acompanha as iniciativas de boa fé de pessoas e instituições.

Pedro Lihaca | Huambo

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