Opinião

Carcaças de animais

Há dias, ouvi pela Rádio Luanda Antena Comercial (LAC) a entrevista de uma médica veterinária, que teceu importantes esclarecimentos sobre a forma como (des)tratamos os animais. Falou inclusive que a forma como valoriza a medicina veterinária depende muito do estádio de desenvolvimento da sociedade, o que é uma realidade connosco.

E sobre o que a médica veterinária disse, levou-me a reflectir sobre vários aspectos que incidem na forma como lidamos com os animais, mesmo mortos e expostos nas estradas e vias, sobretudo de Luanda. É um problema sério quando carcaças de animais atropelados mortalmente nas estradas permaneçam na via e, para piorar, repisadas várias vezes até transformarem-se em tapetes no asfalto. Mahatma Ghandi dizia  que uma das formas de vermos o carácter das pessoas de uma determinada sociedade tem a ver com a forma como lidam com os animais, mesmo mortos. É anormal e absurdo, por exemplo, que a carcaça de um cão permaneça na via sem que os serviços da administração municipal e distrital mais próxima se dignem aparecer para remover e enterrar. Algumas vezes, essas carcaças permanecem na via até à completa decomposição, ante a completa indiferença das entidades que zelam pela saúde pública.
José Fernandes |Viana

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