Opinião

Carros usados

Em tempos, a medida decretada pelas autoridades angolanas para impedir que carros velhos continuassem a invadir o mercado, foi encarada por muitos como válida e oportuna.

Hoje, pouco mais de três ou cinco anos após a sua entrada em vigor, pode-se dizer com alguma segurança que a medida foi exagerada ao esticar até aos três anos. Embora não tenhamos condições para que as viaturas durem um bom bocado, na verdade, nos países de origem as condições de condução são completamente diferentes. Não são precisos estudos ou quaisquer levantamentos para concluir-se que um carro com três ou cinco de anos de vida na Europa é quase uma viatura “nova” em África. E quando digo África, estou obviamente a incluir também o nosso país que não possui uma única montadora, como dizem os brasileiros, de viaturas. Não nos podemos dar ao luxo de inviabilizar a entrada de viaturas que podem estar ainda em muito boas condições. É verdade que devemos renovar o parque automóvel, mas não precisamos de ser demasiado exagerados na determinação dos anos de fabrico das viaturas que devam entrar em Angola. Termino apelando às autoridades para que, tal como foi prometido, revejam rapidamente a necessidade de revogação do decreto que determinava o limite de tempo de fabrico para as viaturas entrarem no nosso país

Aida Sampaio | Miramar

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