Opinião

Cartas do Leitor

Preparação no futebol O arranque da 42 ª edição do Girabola foi bom, atendendo que a maior parte das equipas soube fazer o seu trabalho de casa, preparando-se cuidadosamente para competir em todas as jornadas do campeonato.

Em todo o caso, acho que as equipas deviam começar a preparação da próxima edição logo que termina a edição precedente. Muitas vezes, o desempenho e os resultados que as muitas equipas alcançam dependem muito da forma como se preparam e do tempo que leva o seu período de defeso.
Por isso, vale a pena questionar porque é que as equipas esperam tanto para abrirem as suas oficinas. Compreendo que por detrás deste atraso estejam questões de ordem financeira, na medida em que começar cedo implica igualmente começar por gastar cedo com pessoal e alguma infra-estrutura. Logo, muitos clubes preferem fazer isso numa altura próxima ao do início do campeonato, o que entendo como normal atendendo as nossas condições. Mas se pretendermos melhorias ao nível do nosso futebol, era bom que começássemos mais cedo, inclusive para termos um campeonato mais disputado.
Escrevo também estas modestas linhas para reflectir sobre uma discussão que começa a tomar outros contornos, nomeadamente ligado a implementação de uma liga de futebol. Mas será que estamos mesmo preparados para implementar aqui uma liga, ao que se diz, urgente, mesmo que tenha de iniciar com apenas oito equipas? Não é melhor começarmos primeiro por reduzir o papel financeiro que o Estado desempenha para a saúde e sobrevivência de muitas equipas? Para que serve já a evolução do Girabola para uma Liga e que resultados diferentes dos actuais vamos conseguir com uma liga se a condição económica é fundamental? />
Lourenço Gabriel
Marçal


Lixo na Mabunda

Vivo na Samba, junto ao famoso mercado da Mabunda, e escrevo pela primeira vez para o Jornal de Angola para abordar a "maka" do lixo naquela e de uma maneira geral das praias. Falo exactamente do lixo que se acumula junto a vala que drena para o mar.
Há uma quantidade enorme de lixo que daqui a poucos meses pode provocar um desastre ambiental naquelas bandas. A quantidade de plástico que se junta às vísceras do pescado, além dos dejectos humanos, clamam por intervenção urgente. Não entendo como é que aquela situação passa despercebida à administração da Samba e não me parece que estejam a fazer alguma coisa para o efeito. Na verdade o que sucede na Mabunda ocorre também noutras paragens, como por exemplo na praia do mercado do Mundial em Cacuaco. Há um acumulado de lixo na praia, sobretudo aquele lixo que leva muito tempo a degradar-se como tecido e plásticos. Estes últimos, verdadeiras bombas atómicas dos mares, continuam expostos a beira da praia sem que as entidades de direito façam alguma coisa.
Não consigo entender como é que a administração da Samba e de Cacuaco não conseguem realizar uma campanha de limpeza que vise retirar completamente o lixo que se acumula nas praias. Não consigo entender que muitas organizações juvenis estejam a reclamar tanto por ajudas e financiamentos e nunca idealizam a realização de campanhas para limpar as nossas praias.

Pedro Ramalho
Samba

 

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