Opinião

Cartas do Leitor

Praia proibida Escrevo para o Jornal de Angola para falar um bocado sobre as nossas praias, o estado em que muitas se encontram e as condições de segurança para os banhistas.

Gostaria de saber quem ou que instituição efectivamente controla ou "gere" as nossas praias, referindo-me aqui as de Luanda. Há lugares em que o meio degradou-se de maneira que ficou completamente inviável para banhos humanos.
E as entidades que lidam com o ambiente, praias, preservação e outras atribuições parece pouco fazerem para que as nossas praias sejam preservadas do caos em que se encontram. Por outro, quero enaltecer o esforço que o Serviço de Protecção Civil e Bombeiros fazem para elevar a consciência das pessoas que se fazem ao mar, com campanhas de sensibilização e educação das populações.
A demarcação das zonas para banho, ali onde tem sido possível, tem sido também uma marca interessante daquela importante entidade do Ministério do Interior, razão pela qual a exorto no sentido de continuarem com estes esforços. Estas diligências acabam por ter um efeito multiplicador na preservação de vidas humanas, evitando-se os afogamentos. Por outro lado, vale também a pena falar sobre as penalizações que merecem todos aqueles que canalizam para o mar substâncias sólidas ou líquidas sem o trabalho ou tratamento que lhe deve antecipar para evitar danos maiores.
Não sei se temos no país órgãos capazes de monitorar o que é despejado no mar ao ponto de se impedir que esse estado de coisas não sejam tão alarmantes. Espero que sejamos mais rigorosos no tratamento que damos às nossas praias, contrariamente ao "deixa-andar" em que muitas se encontram, como por exemplo a praia de Cacuaco, a praia do Onze, entre outras.
Amélia Fernandes | Futungo II

Líbia em guerra
Sou estudante de Sociologia e escrevo para o Jornal de Angola para falar sobre a situação dos imigrantes ilegais e a guerra na Líbia. Acompanhei há uma reportagem da BBC sobre a rota da imigração ilegal em África envolvendo territórios dos países do Sael, subindo até a Líbia e daí para o Mar Mediterrâneo. Segundo o documentário, com a guerra na Líbia milhares de concorrentes à imigração ilegal estão paralisados no Níger, à espera que a situação melhore para fazerem a travessia. è caso para dizer que a guerra na Líbia está a ter um efeito não esperado pelos grupos que traficam os seres humanos e que lucram com a imigração ilegal. Parece um mal que está a servir a servir para conter a onda de imigração e com ela numerosas mortes no Mediterrâneo. A guerra na Líbia está a servir para evitar o que os governos e as organizações internacionais e regionais, pacificamente, não conseguiram fazer. E nessa altura e que milhares de africanos se encontram "presos" no Níger à espera que a situação na Líbia melhore, os países africanos deviam coordenar esforços para resgatar essas populações. Falo sobretudo dos países cujos nacionais se encontram entre as hordas humanas que regularmente se fazem ao Mediterrâneo em busca do El Dorado na Europa. Países como Nigéria, pelo que saiba, o maior “doador” de imigrantes ilegais que se fazem no mediterrâneo, devia tomar medidas para que os seus cidadãos sejam resgatados e reencaminhados para casa. Não faz sentido continuarmos a assistir centenas de africanos a morrerem afogados no Mediterrâneo, nem mesmo a assistir milhares a fugir para Europa como se ela fosse uma espécie de destino apropriado. Na verdade, lá onde pretendem ir acabam encontrando também muitos problemas, a começar pela dificuldade na obtenção de documentos que legalizem a sua permanência na Europa.

Claudino Fernandes | Miramar

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