Opinião

Cartas dos Leitores

Propostas legislativas Alguém em tempos tinha-se mostrado perplexo pelo facto de uma disposição constitucional continuar sem o seu real usufruto. Falo da previsão que a Constituição de Angola dá quando dispõe, num dos seus artigos, que grupos de cidadãos organizados podem fazer chegar propostas legislativas ao Parlamento.

Tratava-se de um analista que se tinha mostrado indignado pelo facto de a disposição constitucional não conhecer até aos dias de hoje uma regulamentação que permita aos cidadãos fazer uso para fazer jus à democracia participativa. Acho que está na hora de o Executivo ou a Assembleia Nacional tomarem a iniciativa no sentido de viabilizar uma legislação ordinária que regule a disposição constitucional por via da qual os cidadãos agrupados poderão fazer chegar propostas legislativas para apreciação, eventual discussão e aprovação tal como apresentada ou com algumas modificações. Quase dez anos depois da aprovação da Constituição, não faz sentido que se continue a ignorar o potencial que essa lei ordinária pode ter na contenção de numerosos problemas.
Numa altura em que o país testemunha algumas manifestações ou pretensão de manifestação por parte de grupos de jovens, de alguma maneira frustrados com o rumo que o país toma, era bom que essa parte da Constituição que permite a apresentação de ideias e propostas legislativas conhecesse já a sua regulamentação. Para terminar, gostaria de lançar o repto ao Executivo e à Assembleia Nacional para trabalharem já e com muita determinação para a regulamentação do artigo que prevê a iniciativa de grupos de cidadãos organizados fazerem chegar ao Parlamento ideias para legislar.

António Guilherme
Sumbe

Michael Jackson 10 anos depois


Cresci a ouvir uma estrela que moldou muito a minha infância e contribuiu para estruturar a chamada pop music, servindo de referências para muita gente. Dez anos depois da sua morte e alguns dias depois da celebração do seu sexagésimo aniversário natalício, Michael Joseph Jackson, ou simplesmente Michael Jackson, continua como uma lenda.
E as lendas não morrem, pelo contrário, quando transcendem a outra dimensão da vida, acabam por transformar, por se elevar mais ainda e a vender mais como sucede. O menino nascido em Gary, no estado de Indiana, viveu intensamente os seus 50 anos, tendo marcado positivamente o showbiz como mais nenhum outro cantor. Aliás, muitas estrelas chegaram a afirmar que acabaram por cantar e brilhar também como estrelas tendo como principal referência o chamado “rei da pop”, como mundialmente passou a ser conhecido o autor de “Thriller”.
Hoje, fico positivamente assustado ao ver os meus filhos mais novos a entusiasmarem-se com as músicas de Michael Jackson. Quer dizer, o “rei da pop” está a atravessar gerações, um feito que apenas os grandes músicos são capazes de fazer.
Basta ver que Michael Jackson continua a deter o record de venda do álbum mais vendido de todos os tempos. Espero que as entidades responsáveis pela gestão do seu legado sejam capazes de proceder exactamente tal como a vontade expressa pelo próprio em testamento lavrado.
Como diz e mostra a experiência popular, as estrelas não morrem, apenas atravessam uma nova dimensão das suas vidas, algumas tornam-se mais populares na fase que se segue ao seu desaparecimento físico.

MÁRIO LAMENTO
Lixeira

 

Exploração de madeira

Há informações de que há em Angola exploração de madeira por estrangeiros que está a prejudicar o ambiente.
Uma organização não governamental produziu um relatório sobre o assunto e acho que ele devia merecer a atenção das autoridades competentes ligadas ao sector da Agricultura e do Ambiente. Temos de proteger os nossos recursos naturais.
Que as autoridades competentes não subestimem a voz da sociedade civil. É preciso defender o interesse público, para bem das nossas populações.

Apolinário Silva
Rangel

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