Opinião

Cartas dos Leitores

Angola-Cuba Sou ex-estudante angolano em Cuba e escrevo para o Jornal de Angola, pela primeira vez, para abordar as relações entre os dois países e fundamentalmente enaltecer a postura de Angola para com Cuba. Ao contrário de muitos países, Angola e as suas autoridades têm sido coerentes na defesa da política externa para com Cuba.

Gostaria de elogiar a forma aberta, franca e directa como o Presidente João Lourenço tem defendido as relações entre os dois países. Sei que nas Nações Unidas, durante a sessão da Assembleia-geral, no ano passado, no seu discurso, João Lourenço defendeu e bem o levantamento do bloqueio económico e comercial dos Estados Unidos contra Cuba. E ainda bem que o faz, numa altura em que o mundo inteiro se opõe à ideia de isolar um Estado independente, soberano e membro de pleno direito da ONU. Defendo que Angola deve aproveitar mais da cooperação com Cuba, sobretudo na área da Saúde, sector em que não há uma estratégia clara e vantajosa por parte de Angola para melhor beneficiar da cooperação. Cuba, em medicina tropical, é dos melhores do mundo e sendo Angola um país de clima tropical, faz pouco sentido que não estejamos a aproveitar e bem dessa cooperação. Não podemos perder de vista que os laços históricos que os dois países souberam forjar pesam muito nas relações entre os Estados e povos. Em Cuba, apercebi-me de que não há uma única família cubana que não teve um parente, na linha recta de parentesco ou nos graus subsequentes, até simples afinidade, que não tenha passado por Angola. Logo, trata-se de laços muito fortes que precisam de ser, cada vez mais, reforçados e consolidados. Espero que Angola nunca abandone os compromissos políticos e diplomáticos que, voluntariamente, tem adoptado em defesa da soberania cubana, em defesa do levantamento do bloqueio e do isolamento promovido pelos Estados Unidos.

ARTUR SILVA
Catumbela


“Quilapes” bancários

Sou leitor assíduo do Jornal de Angola e escrevo para falar sobre uma das makas que enfrenta a banca comercial pública, relacionada com o chamado crédito malparado. Diz- -se muitas vezes que o banco público enfrenta o problema das dívidas não regularizadas por pessoas que receberam valores e não devolveram ou não devolvem. Falo do Banco de Poupança e Crédito (BPC) que, ao que tudo indica, vai começar agora a fazer cobranças coercivas aos devedores. Às vezes, dá-se a ideia de que grande parte do crédito malparado se deve aos simples funcionários públicos, cujos empréstimos feitos deixaram de ser alvo de regularização. Em minha opinião, boa parte das causas do crédito malparado é devida aos grandes devedores e não aos pequenos. Acho que os devedores tiveram tempo suficiente para, se quisessem, renegociar as modalidades e prazos de pagamento. Em todo o caso, esperemos para ver como é que se vai processar tudo isso, sendo o mais importante que o Estado consiga reaver o que é seu.

António Guimarães
Cazenga

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