Opinião

Cartas dos leitores

Médio Oriente A região do Médio Oriente é das zonas mais voláteis do mundo, um verdadeiro caldo em que se misturam diferenças religiosas profundas, diferendos políticos que deram lugar a guerras e alianças que estimulam conflitos. Na verdade, a região sofre os efeitos do famoso Acordo Sykes-Picot, duas entidades europeias que acabaram por "redesenhar" o mapa regional que, por sua vez, contribuíram para o surgimento de novos países.

Enquanto alguns povos ganhavam autodeterminação e independência, outros, independentemente da sua dimensão, ficavam à mercê das jogadas políticas das grandes potências. Por exemplo, um dos povos mais numerosos da região que não possuem um Estado soberano e independente são os curdos, que se encontram em países como a Síria, Turquia, Iraque e Irão, apenas para mencionar estes países. Diz-se que os mesmos pretendem criar um Estado que se localizasse no sul da Turquia e nortes do Iraque e eventualmente Síria. Na verdade, o Iraque pós Saddam Hussein, evoluiu um bocado mais ao "federalizarem" o país, proporcionando autonomia aos curdos do norte. Acho que se a Turquia optasse por negociar com os curdos para, no mínimo, dar-se autonomia a este povo, a luta armada desencadeada por eles teria uma solução. Em todo o caso, a região do Médio Oriente precisa de evoluir mais com demonstração de gestos na direcção da paz e estabilidade.
É preciso que os países daquela região explorem menos as diferenças e promovam mais as linhas de contacto, os aspectos positivos e as vias de interacção. Infelizmente, existem países que estão mais interessados em atiçar rivalidades, a fomentar a divisão, muitas vezes, com a ajuda de países que não pertencem à referida zona geográfica. Esquecem-se as lideranças que as potências que atiçam os problemas encontram-se muito à-vontade para fomentar guerra e conflitos na região porque a eventualidade dos mesmos sofrerem com as consequências são diminutas. Acho que a Organização das Nações Unidas (ONU) deviam fazer mais em nome da paz e segurança que, como se sabe, são dos maiores objectivos da instituição. A Conferência dos Estados Islâmicos, penso que é assim que se chama a organização dos países e monarquias da região, devia jogar, o lado da Liga Árabe, um papel mais interventivo.
Devia agregar todos os países, em vez de segregarem alguns que, em determinadas, matérias não comungam das mesmas ideias e estratégias.

Aldemar Carvalho
Lobito


Água potável

Vivo no Rangel e escrevo pela primeira vez para o Jornal de Angola para falar sobre a água que sai das torneiras e com muita irregularidade. Estas duas situações, a saída de água "colorida", feito um chá bastante "aguado" e a forma irregular como corre, é que me levam a escrever estas linhas. Trata-se de uma situação que já perdura muito tempo e curiosamente a Empresa Pública de Águas de Luanda (EPAL) não faz o que qualquer empresa séria e comprometida com o seu trabalho faria. Parece que a EPAL anda à espera que as famílias tomem a iniciativa quando, na verdade, aquelas esperam pelo primeiro passo a ser dado pela empresa. Mas a cor da água deve ser ultrapassada rapidamente. Diz o Banco Mundial que um dólar gasto em água são quatro poupados em saúde pública.

Arlete Bastos
Rangel

 

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