Opinião

Cartas do leitor

Empresas e tributação
Sei que já há procedimentos simplificados para a constituição de empresas no nosso país, mas não sei se todos os operadores económicos que estão no mercado informal têm conhecimento do que é necessário para que em prazo curto possam ter unidades de produção de bens e serviços, nomeadamente de pequena e média dimensão. Há intenção da administração fiscal de alargar a base tributária com a arrecadação de mais impostos e isso só será possível se mais agentes económicos estiverem no mercado formal e pagarem impostos. Acredito que uma pessoa que, nas nossas praças, por ocupação de um espaço, paga sempre taxas, cujo destino do dinheiro eu desconheço, estará disposto a formalizar a sua actividade produtiva e a pagar tributos ao Estado. Sabe-se que o crescimento económico depende em grande medida  da actividade produtiva de pequenas e médias empresas. Uma empresária sugeriu recentemente que se desagravasse as taxas de impostos que  as pequenas e médias empresas devem pagar, para estimular a actividade produtiva e evitar a falência de muitas unidades de produção. Os custos de produção de muitas empresas são elevados e nem todas estão em condições de os suportar. Que haja uma estratégia, ao nível da tributação, para assegurar que as empresas que foram à falência, e não são poucas, voltem a funcionar. 
Jacinto Adolfo | Bairro Operário


Hábitos de leitura
Gostava que as nossas crianças lessem mais. Os especialistas dizem que quem lê muito escreve bem. Que os professores, pais ou encarregados de educação incentivem os seus educandos a gostar da leitura de livros diversos. Para mim, o livro é ainda uma ferramenta indispensável para que as pessoas adquiram conhecimento. Mesmo na era dos computadores, eu não abdico da leitura de livros. Vejo que muitos jovens se distanciam dos livros, porque têm preguiça de ler muitas páginas. Os pais ou encarregados de educação devem habituar-se a comprar livros para os seus filhos, com conteúdos diversos. Gosto por exemplo de comprar para os meus filhos livros de História e Geografia de Angola. Quero que eles conheçam o seu país sob vários aspectos. Os hábitos de leitura permitem que  as nossas crianças e adolescentes  tomem contacto  com  situações que podem ser úteis à sua vida profissional quando  forem adultos. O país precisa de cidadãos  com elevada cultura e competência técnica.
Hermenegildo | Alfredo Talatona


Luta pela sobrevivência 

A luta pela sobrevivência no nosso país é ainda uma realidade. Temos no país pobreza extrema e há pessoas que têm de fazer sacrifícios enormes para ter ao menos uma refeição por dia. Não faço ideia de como essas pessoas conseguem resolver outros problemas básicos com os parcos rendimentos que conseguem diariamente, depois de andarem vários quilómetros a pé, pelas ruas da capital. O aumento do número de zungueiras e zungueiros na capital, os quais são sobretudo jovens, é indicação de que há muitos cidadãos que não têm oportunidades para conseguir um emprego no sector produtivo, privado ou estatal. É urgente que se faça alguma coisa para o combate ao desemprego, que, quanto a mim, deve ser uma das principais prioridades das autoridades. Há muita gente a viver muito mal no nosso país. É necessário que se promova a justiça social, concentrando-se esforços na melhoria das condições de vida dos mais desfavorecidos da nossa sociedade.Os governantes têm de se preocupar permanentemente com o bem comum. Um governante deve sentir-se  orgulhoso de servir bem  os cidadãos.  Se fosse governante não dormiria à vontade  se  não pudesse resolver problemas básicos da população. É que há problemas que se podem resolver sem elevados recursos financeiros. É preciso colocar os quadros competentes e patriotas nos lugares certos.  
Manuel Pinto | Samba

Tempo

você e o jornal de angola

PARTICIPE

Escreva ao Jornal de Angola.

enviar carta

Multimédia