Opinião

Cartas do leitor

Contra as chuvas
Sou estudante do Ensino Superior e escrevo preocupado com o que as chuvas estão a fazer nas províncias em que as quedas pluviométricas já deram o ar da sua graça. Segundo algumas previsões, prevê-se que nesta época tenhamos cargas elevadas de chuva em determinadas zonas do país. Acho que não estamos a  preparar-nos o suficiente para as intempéries que se aproximam. Parece que andamos feitos prisioneiros da filosofia segundo a qual enquanto o perigo não chega não precisamos de nos preocupar porque o mesmo pode até nem chegar. Julgo que o Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros devia já entrar em campo para, com medidas de sensibilização, educação e materialização de alguns procedimentos, ajudar a mitigar os eventuais efeitos que se esperam. Acho que os governos provinciais deviam arregaçar as mangas por causa das famílias que se encontram a viver em áreas onde o risco está sempre à espreita. Não precisamos de esperar pelas chuvas para tomarmos as medidas que se impõem numa altura em que as previsões e a época em si aconselham a tomadas de medidas mais prudentes. Às famílias, apelo que prestem mais atenção aos menores porque nestas situações acabam sendo as mais vulneráveis.
Abreu do Carmo | Panguila

Diálogo e concertação
Sou estudante do ensino médio e escrevo pela primeira vez para o Jornal de Angola para falar de diálogo e concertação. As autoridades do sector da Educação e os sindicalistas encontram-se a dialogar  para a busca de uma plataforma de entendimento para resolver problemas pendentes. Tenho estado a acompanhar os desenvolvimentos noticiosos em torno do braço de ferro entre o Sindicato Nacional dos Professores (Sinprof) e as autoridades que superintendem o sector da Educação. E estou a gostar da forma como tem sido a interacção porque, basicamente, a compreensão, a motivação para o diálogo e concertação, continuam a imperar como premissas importantes. Espero que estes exemplos de diálogo e concertação entre aquelas duas entidades ajude a outros intervenientes, em casos semelhantes, a actuar em conformidade com as leis, valores e tradições do país. O país precisa que as pessoas, colectivas e singulares, dialoguem mais para melhor resolverem os principais problemas e desafios. O diálogo e a concertação são ferramentas sempre acessíveis, pelo menos para pessoas interessadas e disponíveis para a resolução pacífica de diferendos. Trata-se de um dispositivo que nunca devia ser colocado de lado.
António Martins | Rocha Pinto

Dia da RNA
Há dias, celebrou-se mais um aniversário da RNA e gostei sobretudo da realização do Top dos Mais Queridos, em que se sagrou vencedor o compositor e intérprete, Kyaku Kyadaff. O grupo RNA está de parabéns pelo serviço público insubstituível que as várias emissoras do grupo realizam e pelo valor agregado ao processo de formação, informação e entretenimento. O surgimento das emissoras locais como a Rádio Cazenga, Rádio Viana e Rádio Cacuaco, apenas para mencionar estas, desempenham um papel muito importante. Gostava que  iniciativas semelhantes fossem criadas para localidades  longínquas de Luanda, onde as populações precisam também de ouvir o sinal da RNA. Enquanto não surgem as  rádios comunitárias, que serviriam para limar as arestas que se registam ao nível de uma "rádio mais local", julgo que a extensão do sinal ou a criação, por exemplo, da Rádio Quiçama não ficaria nada mal.
Palmira Ceita | Prenda

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