Opinião

Cartas do Leitor

Banho de sol 
Vivo na Ilha de Luanda e escrevo para o Jornal de Angola, depois de várias vezes ter escrito para este importante diário para felicitar a administração da minha circunscrição. Hoje, a Ilha de Luanda está com um outro rosto e espero que os esforços para melhorar este importante recanto da cidade continuem.  Afinal de contas, como cantou Carlos Burity, a parte peninsular de Luanda continua como um dos lugares de destino para casais apaixonados. Em todo o caso, gostaria também de felicitar aquelas pessoas que se deslocam à Ilha de Luanda e observam rigorosamente as disposições definidas pelo Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros. Ali, onde são visíveis placas de proibição para os banhistas, noto que as pessoas fazem a denominada praia seca e isso revela que a nossa população respeita o que se escreve.
Alexandre Martins | Ilha de Luanda

Seguro escolar
Escrevo esta modesta carta com um sentimento de revolta por causa do que até hoje não ficou completamente claro relativamente à introdução do seguro escolar. Não sei como é que o Estado, que em matéria de educação e ensino se guia por  uma lei de bases, permite que operadores privados introduzam novas e estranhas formas de surripiar dinheiro aos encarregados. Primeiro, vieram com a estranha justificação de que a adesão não é obrigatória, para depois, subitamente, para o ano lectivo 2019 todos os colégios privados o introduzirem. E as instituições do Estado que superintendem a educação nada fazem, esquecendo-se, todavia, de que existem encarregados que fazem das tripas coração para pagar as propinas naqueles estabelecimentos cujos proprietários parecem não olhar a meios para cobrar e cobrar cada vez. Afinal, o que é e para que serve o seguro escolar? Qualquer dia inventam o seguro  pelas provas a que os alunos são submetidos, seguro pelas aulas e pelo material didáctico, com a falácia de que, caso os alunos os percam, o “seguro” vai cobrir. É verdade que, relativamente ao ensino privado, tem muito a ver com o contrato de adesão que liga os encarregados e as instituições escolares, mas as instituições do Estado não podem ficar impávidas quando as famílias são sobrecarregadas com esquemas que mais se assemelham à extorsão e a roubo. Fica muito fácil dizer que se os encarregados querem pagar, o problema é deles, quando, de facto, as instituições do Estado devem zelar pela ordem, tranquilidade e segurança das famílias. Segundo entendimento das explicações dadas pelo presidente da Associação Nacional do Ensino Privado (ANEP), o referido seguro é para cobrir despesas a que alegadamente a escola pode incorrer directamente, causadas pelos alunos e não relacionadas  com a vida estudantil na escola. Para terminar, gostaria de lançar um desafio à Procuradoria Geral da República e a outras instituições tais como a Inspecção do Ministério da Educação a investigar  sobre a legalidade desse “seguro escolar” que, acredito, daqui a nada vai passar a obrigatório, quando foi introduzido como facultativo. Espero que levem a sério o que digo, porque começa a pesar demais para os bolsos de quem tem filhos nos colégios sem que, no entanto, esse peso se reflicta necessariamente no processo de ensino e aprendizagem na maioria dos casos. Espero que haja mais esclarecimentos relativamente ao seguro escolar e que nas próximas tentativas de introdução de “novos pacotes” nos colégios, as entidades competentes sejam devidamente avisadas.Temos que nos habituar a   fazer as coisas com transparência. Os cidadãos devem ter direito à informação, para poderem  fazer opções.   
Alcismar de Almeida | Sambizanga

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