Opinião

Cartas dos Leitores

Guerra económica
Depois da guerra fria, nunca mais o mundo voltou a viver uma situação semelhante à actual em que a guerra comercial e económica volta a ser uma espécie de arma de arremesso de alguns países contra os outros. E parece que as principais potências económicas mundiais estão na linha da frente das disputas comerciais e económicas, numa altura em que o mundo se encontra a braços para a retomada do crescimento económico. Na verdade, a batalha para o crescimento económico mundial deu lugar às disputas actuais. Em minha opinião, as chamadas economias emergentes deverão fazer prova da sua capacidade de aproveitamento da actual situação mundial de guerra comercial e económica para o seu proveito. Nesta altura, os principais pensadores e formuladores dos programas económicos deverão colocar em pleno funcionamento  a sua “massa cinzenta” para bem da economia destes países e regiões.
António Lemos - Lobito  


A boa alimentação
Há dias, ouvi um conhecido especialista em nutrição que aconselhava as famílias e pessoas, individualmente, a optarem por uma variedade de produtos alimentares, enfatizando as verduras. O nutricionista opôs-se a uma dieta baseada em enlatados e produtos perecíveis, com o argumento de que os processos de acondicionamento, os conservantes e o tempo que os mesmos levam a ser consumidos tendem a ser prejudiciais. Pelo que ouvi, deu para entender que, contrariamente ao que aparentemente parece, alimentar-se bem está ao alcance da grande maioria porque os produtos nutritivos, grande parte deles agrícolas, encontram-se a preços acessíveis nos locais de comercialização. Uma outra individualidade, especializada em Gastronomia, defendeu em tempos que o uso de verduras, grande parte delas amplamente acessíveis e a preços baixos, asseguram uma alimentação saudável contrariamente aos congelados, independentemente dos gostos e opções.
Marcela Silva - Quibala 


Volatilidade do petróleo
Os preços do petróleo no mercado internacional estão a ser marcados por alguma volatilidade e aconselham a estratégias consentâneas com o momento. Os formuladores das políticas económicas devem estar atentos a estes “altos e baixos” dos preços do crude e ajudar o Executivo a gizar políticas de execução económica que contrariem o manto de incertezas que testemunhamos hoje. Está na hora de variar-se um bocado o foco da arrecadação das receitas e de acelerar a materialização de passos concretos na direcção da diversificação económica. Não podemos continuamente ouvir os políticos dizer frases que tenham como preâmbulo “como consequência da descida dos preços do barril de petróleo”, como pretexto para a eventual falha na execução das suas agendas. Diz-se e bem que governar é prever; logo, tudo quanto esteja a passar-se agora, com estas alterações permanentes dos preços do barril de petróleo no mercado internacional, é previsível. E os seus efeitos evitáveis, naturalmente, com maior ou menor incidência.  Precisamos de andar rápido, neste aspecto, porque a experiência tem mostrado que as economias monoprodutoras sofrem mais com as consequências das mudanças de preços dos seus principais produtos de exportação. 
Alberto Mendes - Sambizanga


Tempo

você e o jornal de angola

PARTICIPE

Escreva ao Jornal de Angola.

enviar carta

Multimédia