Opinião

Cartas dos Leitores

Peças de viaturas
O comércio de peças de automóveis constitui hoje das práticas comerciais rentáveis  e uma espécie de estímulo ao roubo e furto que muitas viaturas sofrem na cidade de Luanda. Sou automobilista há muitos anos e já me confrontei várias vezes com situações de reaquisição de peças que me tinham sido furtadas. E como eu, certamente, muitos já se viram diante de casos de roubo ou furto de peças das suas viaturas e a possibilidade de as mesmas serem encontradas à venda em mercados ou na via pública. Acho que está na hora de o Estado publicar um decreto conjunto que envolveria os ministérios do Interior, das Finanças e dos Transportes de  certificação de todo o componente de viatura para a venda. Nenhuma peça, sobretudo aquelas decorrentes da desmontagem de viaturas, devia ser vendida sem o certificado para reduzir o espaço de manobra dos ladrões de peças. Para quem tiver em posse uma viatura avariada e que por alguma razão pretenda  vender as suas peças, teria de haver um mecanismo que permitisse identificar a origem e garantir que a mesma não é fruto de roubo ou furto. Da peça mais insignificante a motores ou caixas de velocidade, nada podia ser comercializado sem o certificado que podia ser emitido por uma entidade a encontrar ou definir.
Carlos Nascimento|Mbanza Congo


Excesso de lotação
Os meios de transporte que fazem serviço de táxi não cumprem com numerosas normas de segurança, nomeadamente o respeito da lotação prevista para a viatura. Outra situação anormal que tende a virar procedimento normal tem a ver com a condução sem o cinto de segurança. É assustador ver a forma (a)normal como automobilistas encaram com toda a naturalidade a condução sem o cinto de segurança. Outros, feitos verdadeiros actores de teatro, sempre que próximo de um agente regulador, acomodam o cinto desligado com uma das mãos junto ao peito para dar a impressão de que o mesmo se encontra ajustado como mandam as regras. É lamentável que a cultura do cumprimento do Código de Estrada não seja um procedimento normal e voluntário dos automobilistas em geral. É verdade que, se calhar, por isso é que é lei, para ser coercivamente imposta e aplicada. Mas em todo o caso, julgo que a Polícia Nacional devia pressionar para que a lotação das viaturas de táxi esteja em conformidade com o exposto no documento do veículo. A minimização dessa realidade tem servido para que seja encarado como um acto normal, facto que não concorre em nada para a elevação das condições de segurança nas nossas estradas.
Leonor Miranda|Futungo II


Os nossos médicos
Já muito se falou sobre o nosso sistema de saúde, sobre os nossos técnicos do sector mencionado. Em tempos,  ouvi a ministra da Saúde a informar que Angola precisa de 28 mil médicos para se ajustar aos rácios da OMS, segundo os quais é preciso, pelo menos, um médico por cada mil habitantes. Encontramo-nos numa situação bastante deficitária, é verdade, mas podemos ir contornando com a presente estratégia de recrutamento e formação de médicos de clínica geral e especialistas.
Francisco Cruz|Saurimo

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