Opinião

Cartas dos Leitores

Águas residuais no Kilamba
Eu, João Gonzaga Dias, de 62 anos de idade, cidadão angolano, residente na Centralidade do Kilamba desde 2013, cliente da EPAL-EP, venho solicitar a publicação da seguinte situação: desde Janeiro de 2016 que os moradores da Centralidade do Kilamba e actualmente o  KK-5000 são obrigados a pagar na facturação mensal uma tarifa de água de saneamento (esgotos) em 80 por cento adicionado ao total do consumo mensal.
Na realidade esta água é residual imprópria para consumo, e vai desaguar numa lagoa ou bacia de retenção, situada nas imediações da via Expresso, a  céu aberto, perigando o ambiente e a saúde pública.
Contactando a EPAL-Agência do Kilamba, e a sua Direcção-Geral, esta esclareceu-me, que devia existir uma estação de reciclagem de águas residuais no Kilamba (esgotos) mas que, por motivos desconhecidos, não se concretizou este projecto, razão pela qual as águas dos esgotos vão desaguar numa zona pantanosa, junto à via Expresso.
Eu pergunto: por que razão os moradores devem ser obrigados a pagar mensalmente esta água, dos esgotos do Kilamba, de um projecto que nunca funcionou de acordo com a reportagem da TPA no dia 1/11/2018, no noticiário das 13 horas,  que  abordou   a situação  das águas residuais do Kilamba  que podem danificar o asfalto da via Expresso.

João Gonzaga Dias |Kilamba


Preços dos livros
Gostava que os nossos livros   fossem mais baratos,  em particular nesta fase em que as famílias têm  rendimentos. Era bom que fossem desagravados  os  impostos  que recaem sobre os livros, para que os jovens estudantes do ensino médio e superior pudessem ter acesso a obras  de vários autores que escrevem em diferentes línguas.
Quando estive na universidade já cheguei a preparar  uma prova lendo obras  em francês. Os meus colegas do curso ficaram espantados  e achavam que eu estava a perder tempo.  Eu dizia-lhes, a brincar, o seguinte:  “Eu não quero  ter uma nota vinte. Quero ter 21.” Eu dizia-lhes que os bons livros não estavam apenas escritos em português  e que deviam  apostar  no conhecimento de línguas estrangeiras, nomeadamente  o inglês e o francês. Que haja importações de livros em várias línguas. Há muitos angolanos  no nosso país que  falam  o inglês e o francês, por terem vivido   em países vizinhos.

Amélia João |Cassenda

Câmara dos Representantes dos EUA
Estou satisfeito  com o facto de os democratas   estarem em maioria  na Câmara dos Representantes  do Congresso dos Estados Unidos da América. Os  americanos  passaram  a mensagem de que  é  preciso haver contrapesos para fazer face  a eventuais medidas de Donald  Trump que possam prejudicar os cidadãos americanos.
Acompanho a política  americana  e  é com alguma tristeza que recebi a notícia de que Trump  não quer mais imigrantes   nos Estados Unidos, que é historicamente um  país de imigração. Uma parte considerável da população  norte-americana saiu da Europa para os Estados Unidos. Os indígenas nos EUA, que eu saiba, são índios.  Será que um Presidente da  maior potência económica  do mundo se esqueceu da História?
É verdade que todos os países são soberanos para decidir quem  recebem no seu  território, mas  é  preciso  atender a situações que têm a ver  com  a defesa dos direitos  humanos. Há emigrantes desesperados que procuram  melhores condições de vida  em países  que podem  dar-lhes uma vida digna que não encontram nos seus países de origem. Os Estados Unidos já beneficiaram muito do conhecimento e das competências de emigrantes em várias áreas do saber.

Gervásio António|Rangel

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