Opinião

Cartas dos Leitores

O desenvolvimento de África


Li declarações do ex-presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, segundo as quais a África vai ser o maior mercado do mundo e o continente com maior dinamismo demográfico. Durão Barroso, antigo Primeiro-ministro de Portugal, com profundo conhecimento dos problemas de África sabe do que está a dizer.
Durão Barroso chamou entretanto atenção para o facto de haver ainda no nosso continente problemas de “falta de organização e de capacidade de gestão”, mas está convicto de que a África pode ter um crescimento extraordinário nos próximos anos.
Eu sou optimista quanto ao futuro de África, mas julgo que é preciso fazer muita coisa para que os países africanos possam colocar-se na rota do desenvolvimento. Uma das principais tarefas dos governos africanos tem de ser o combate sem tréguas à corrupção. A corrupção constitui um dos grandes problemas do nosso continente. Outra grande tarefa em que os governantes dos países africanos devem concentrar esforços é a promoção da formação de quadros de alto nível. Temos de ser exigentes para que consigamos ter elevada qualidade nas nossas escolas. O capital humano é essencial para superarmos o subdesenvolvimento. Temos de ter em África boas escolas primárias, bons estabelecimentos de ensino médio e boas universidades. Sem conhecimento não chegaremos ao desenvolvimento.
 Os governos de África devem elaborar orçamentos em que as verbas para a educação  sejam suficientes para atender aos principais problemas do sector. Penso que vale a pena  gastarmos dinheiro com investimentos na educação e ensino. Se a África tiver muitos e bons quadros em várias áreas do saber, deixará de gastar muito dinheiro com consultorias que são prestadas por técnicos de outros continentes. É sim possível reduzir o número de consultores que todos os anos vêm à África. É lamentável que os africanos tenham ainda de ir à Europa ou às Américas procurar tratamento médico, quando os seus países estão, em muitos casos, independentes há mais de cinquenta anos. O que andamos afinal a fazer ao longo destes anos todos, em termos de educação, quando até há governantes africanos que ficaram milionários com o dinheiro público dos seus países?

Amélia Figueiredo -Camama

Centralidade do Kilamba
Fiquei a saber que na centralidade do Kilamba vivem  mais de cem mil pessoas. Na verdade, a cidade do Kilamba resolveu o problema de habitação de muitas famílias angolanas, mas nem tudo é um mar de rosas na centralidade.
 A assistência médica, por exemplo, precisa de ser melhorada , para se evitar que uma única unidade hospitalar , com precárias condições de trabalho e com falta de recursos humanos, tenha de atender por dia trezentas pessoas.
Que as autoridades competentes  tenham tomado boa nota das preocupações dos cidadãos que moram no Kilamba, para se tomarem medidas urgentes, para que eles possam ter acesso à diferentes serviços, de forma célere.
É necessário também apelar aos moradores do Kilamba para que tenham comportamentos que se pautem pelo respeito de normas necessárias à boa convivência entre pessoas que habitam na centralidade. Não façamos aos outros aquilo que não queremos que façam a nós. A poluição sonora é um dos problemas recorrentes  do Kilamba. Há pessoas que perturbam os seus vizinhos com música alta, o que tem sido fonte de conflitos. Quem vive em sociedade deve respeitar os direitos dos outros. Todos nós temos deveres e direitos.

Afonso  Francisco -Kilamba

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