Opinião

Cartas dos Leitores

Bebida energética 

Sou angolano e escrevo a partir de Lusaka, Zâmbia, onde resido e queria partilhar o que se passa aqui com uma bebida energética. Aqui em Lusaka, essas bebidas energéticas estão a dar que falar porque, recentemente, as autoridades ordenaram a um fabricante local que parasse a produção e distribuição de uma bebida energética que supostamente causa uma erecção prolongada nos homens.  
Não temos casos, pelo menos conhecidos em Angola, sobre a existência de bebidas energéticas que contribuem para elevar a excitação sexual nos seres humanos.
Aqui tudo ocorreu depois da Autoridade Nacional Antidrogas do Uganda (NDA) ter avançado que testou amostras de uma garrafa de Natural Power SX depois de um  cliente se ter queixado de suor constante e uma erecção que durou quase seis horas. 
Diz-se que a  bebida, fabricada por uma empresa localizada em Ndola, no norte do país, continha citrato de sildenafil usado para tratar a disfunção eréctil. Está-se a investigar e julgo oportuno partilhar isso antes que essa bebida zambiana, da mesma maneira que chegou ao Uganda,  chegou a Angola, razão que me leva a escrever estas linhas em jeito de conselho.

Filipe Costa, Lusaka 

 

Mo Ibrhaim 

Escrevo para falar sobre um apelo que pareceu estranho, mas ao mesmo tempo compreensível, vindo de um empresário e dirigido a um tribunal internacional. Segundo uma peça da BBC, no seu serviço em inglês, o magnata sudanês-britânico, Mo Ibrahim, apelou ao Tribunal Penal Internacional (TPI) a abandonar o caso judicial que envolve o actual Presidente do Sudão, Omar Al Bashir. Embora controverso, acho que o empresário radicado nas terras de Sua Majestade age como um bom africano e, embora Bashir tenha cometido erros, muito do que realmente cometeu corrigiu ao longo desses anos e por isso merece uma oportunidade. Isto pode até parecer uma defesa simplista da impunidade em África, o que é inteiramente compreensível a todos os títulos. Mas apenas defendo a necessidade de uma segunda oportunidade para quem um dia errou, como de resto sucede com todo e qualquer ser humano. 
O TPI tem sido mais implacável com África quando há casos flagrantes de crimes de guerra e contra a humanidade noutras partes do mundo, sem que aquela instância judicial internacional investigue ou mandate um procurador para instruir processos que culminem com acusação.

António Lopes, Lobito


Artefacto egípcio  

Gostei da informação, passada em tempos por um site de notícias, segundo a qual um artefacto egípcio antigo, ilegalmente contrabandeado para fora do país, foi devolvido após ser exibido num salão de leilões em Londres. De acordo com o Ministério de Antiguidades do Egipto, a relíquia, uma cartela do rei Amenhotep I, foi originalmente contrabandeada para fora do país. 
O importante é que as autoridades inglesas colaboraram para a recuperação de tão importante peça museológica, que fica bem ali onde  nunca devia ter saído. 
Espero que as missões diplomáticas e as organizações internacionais estejam mais atentas porque, no fundo, nestes salões de leilões, acabam vendidas muitas peças de grande valor artístico. Numa altura em que muitos países africanos reclamam peças museológicas roubadas pelas antigas potências coloniais, acho que Angola devia fazer um inventário das peças roubadas para a sua procura. O Museu do Dundo que, segundo algumas fontes, conheceu uma situação de extravio ou furto de centenas de peças ao longo de mais de 30 anos,  é um exemplo. Angola  também tem peças e artefactos com valor histórico e cultural que os deve recuperar ali onde os mesmos se encontrem. Para terminar esse é o repto que gostaria de lançar às instituições do Estado. 

Carlos Mendonça, Golfo II  

 

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