Opinião

Cartas dos Leitores

As nossas estradas  

Há dias ouvi um  debate radiofónico em que o foco principal foi o estado das nossas estradas, numa altura em que, como parece, todo o mundo encara as vias principais, secundárias e terciárias como vitais para Angola. Embora concorde na  generalidade com todos os intervenientes e inclusive alguns ouvintes, defendo que temos ainda inúmeros desafios. Partindo das dificuldades no acesso que muitos empreendedores e empresários enfrentam na hora de se colocarem em campo para produzir e distribuir, não há dúvidas de que o principal óbice são as estradas. Em todo o caso, julgo que estamos em presença de um fenómeno, o do mau estado das estradas, que se não for enfrentado pelas autoridades com a "agressividade" que todos esperamos, dificilmente vamos sair do estádio em que nos encontramos. Este, hoje, está  caracterizado pelas dificuldades que os nossos agricultores enfrentam, mas nem por isso abandonam a vida de agricultor que, para muitos, constitui uma espécie de sacerdócio para o qual juraram nunca desistir.  Deixemos que o tempo dê sinais encorajadores das instituições do Estado na melhoria das condições de acesso das nossas estradas. 

Bartolomeu Novais, Mbanza Kongo
 

Ajudar refugiados  

Muito já se escreveu sobre a condição de refugiados em geral e sobre as condições dos nossos refugiados na República Democrática do Congo (RDC) e os deste país que se encontram aqui no nosso país. 

Em África, os Estados vivem inúmeros problemas e um destes tem precisamente a ver com os refugiados. Há outros problemas, é verdade. 

Quando ocorrem calamidades naturais ou outras crises de grande dimensão faz todo o sentido que a solidariedade fale mais alto. 

Países distantes do continente predispõem-se mais a ajudar que os africanos, uma realidade que dá muito que pensar. Com o objectivo de financiar o escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR)) e o Programa Alimentar Mundial (PAM), para prestarem assistência alimentar, abastecimento de água, cuidados de saúde e abrigo para dezenas de milhares de refugiados, a iniciativa é sempre bem-vinda. 

As Nações Unidas continuam como a principal Organização Internacional que muito faz para minimizar muito do que passam os refugiados um pouco por todo o mundo.  

Francisco de Lima, Zangado

Presidência aberta

Escrevo pela primeira vez para o Jornal de Angola para falar da agenda do Presidente da República, João Lourenço, cujo trabalho de campo começa a agradar a todo o mundo. As várias visitas de campo efectuadas pelo Presidente da República confirmam parte das promessas que fez aquando da tomada de posse, com aquele discurso histórico. A visita que fez em tempos ao Hospital Sanatório de Luanda constituiu uma das grandes iniciativas do Presidente que, segundo reacções um pouco por todo o lado, peca apenas por tardia. Ainda bem que o Presidente da República deslocou-se pessoalmente àquele hospital onde tomou contacto com as condições de toda espécie. 

Há escassez de quase tudo naquele hospital e em vez de tratamento hospitalar humanizado as pessoas internadas e os familiares passam por situações que precisam de terminar rapidamente. Uma das situações tem sido a falta de água corrente naquela unidade hospitalar, um problema que leva os doentes, eles próprios, a carregar água para  lavar-se a si mesmos e aos seus pertences. Está na hora de se fazer algo de maior impacto. Diz-se que o hospital vai passar por obras de reabilitação, numa altura em que a oferta de serviços médicos e medicamentosos deixam muito a desejar. 

Pedro Guilherme, Palanca


Tempo

você e o jornal de angola

PARTICIPE

Escreva ao Jornal de Angola.

enviar carta

Multimédia