Opinião

Casas de chapa

As famílias que ainda residem no Zango nas casas de chapa deviam merecer melhor atenção, a todos os níveis. Escrevo a todos os níveis porque, como não é segredo para ninguém, dezenas de pessoas que se encontram nas casas de chapa, também denominadas de “bate-chapa”, foram contempladas com casas e por razões económicas acabaram por voltar às mesmas.

A ocupação de casas de chapa passou a ser um negócio, razão pela qual as autoridades governamentais deverão prestar muita atenção com aqueles que fazem da obtenção de novas casas sociais um negócio, defraudando gravemente o Estado.
Gostei da visita efectuada pelo governador da província de Luanda às localidades do Zango em que reafirmou o compromisso do Governo realojar com dignidade as famílias que ali se encontrem ainda sem casa.
Aliás, o governador falou desse fenómeno vergonhoso através do qual ganhar uma casa virou negócio.
A ocupação de espaços para a construção de um abrigo de chapa na esperança de que o Estado dê depois uma casa devia ser criminalizada e as pessoas envolvidas, sobretudo as reincidentes, deviam merecer julgamento sumário.
Há milhares de angolanos que não possuem casa, que lutam todos os dias para efectivar esse sonho da casa própria, mas que nunca lhes ocorre ocupar espaços com casas de chapa para que o Estado os realoje.
Porque é que os outros optam por essa via e continuam impunes, quando o lugar apropriado para quem defrauda o Estado é a cadeia? E não me venham aqui com argumentos de que o culpado é o Estado que não dá condições para que as famílias tenham casas com dignidade.
Samuel David | Cacuaco


Plásticos em alta
O futuro da humanidade parece claramente ameaçado pelos plásticos que já começam a disputar espaços com os seres humanos. Cada vez mais, parece começar em a escassear os lugares em que os plásticos não estejam presentes. Escrevo com esta preocupação para o Jornal de Angola, um diário que, na minha maneira de ver as coisas, pode jogar um papel relevante na sensibilização contra o uso do plástico.
É verdade que nada contraria, em termos legais, o uso do plástico, mas não há dúvidas de que a perspectiva não é das melhores.
A tendência com que os resíduos, os mares e outros locais começam a ficar infestados de plásticos, levando a ONU a traçar um panorama preocupante, indica que as coisas não vão bem.
Vão melhor aqueles países que pretendem com passos firmes livrar-se dos plásticos, através de leis e medidas concretas.
E não falo de países fora do continente, mas de realidades próximas da nossa, como o Rwanda, em que as autoridades tiveram a corajosa opção de banir do país o uso de plásticos.
Embora cada país tenha a sua realidade, acho que devíamos ponderar também a possibilidade de se colocar de lado o uso de plásticos.
Nem que para o efeito se adoptasse o gradualismo até que, finalmente, venhamos erradicar por completo o uso dos sacos de plástico.
Óscar Ribeiro | Caxito

 

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