Opinião

Catástrofe natural

A catástrofe natural que sucedeu na cidade portuária da Beira em Moçambique, que causou a morte de mais de quinhentas pessoas, demonstra bem o quanto as forças armadas são importantes em tempos de paz.

Muitos criticam os investimentos nas forças armadas em tempos de paz, alegando a falta de necessidade de elevadas somas dedicadas aos militares na ausência conflitos armados. Na verdade, a necessidade de intervenção e ajuda em Moçambique fez-se ou faz-se mais por via da força aérea, um ramo das forças armadas, de países amigos. Existem muitas áreas inacessíveis por terra e apenas os meios aéreos, boa parte deles operados pela força aérea de vários países, puderam intervir para conseguir fazer chegar ajuda ali onde ela era e continua a ser mais precisa. Angola, modestamente, deu o seu melhor em homens e meios para acudir as necessidades dos nossos irmãos moçambicanos. Insisto que as forças armadas quando bem apetrechadas jogam um papel importante na contenção dos efeitos gravosos das calamidades naturais. E aqui volto a dizer que, na verdade, essas calamidades por que passam determinados países constituem uma espécie de teste à capacidade de resposta que, muitas vezes, se espera dos exercícios militares. A SADC tem feito, com alguma regularidade, exercícios militares tendo em vista os desafios de natureza humanitária e o acesso a zonas de reduzida acessibilidade. O que aconteceu agora na Beira, província moçambicana de Sofala, lembra mais uma vez aos cépticos a necessidade de continuarmos a apostar nas forças armadas mesmo em tempo de paz.

Augusto César|Bairro da Madeira


Acidentes de trabalho

Ouvi há dias de uma entidade ligada ao Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS) segundo a qual os acidentes de trabalho subiram nos últimos anos e que são poucas as empresas que se prestam a assegurar os seus trabalhadores. Com excepção das empresas do ramo petrolífero, aparentemente, as mais cumpridoras, grande parte das empresas não cumpre com as suas responsabilidades fundamentalmente no que à cobertura dos seguros contra os acidentes de trabalho diz respeito. Acho que está na hora de as entidades que inspeccionam estes e outros casos, que ferem gravemente a Lei Geral do Trabalho, accionarem os seus mecanismos no sentido da reposição da legalidade. Podemos ter inválidos por causa de acidentes de trabalho, situação eventualmente normal e embora em muitos casos evitável, mas é completamente inadmissível que tais situações sucedam sem a devida cobertura em termos de seguro. Não pode ser, porque não se pode admitir que as pessoas estejam a trabalhar e de repente quando sucede algo não têm como resolver, nem assegurar o período difícil que se segue apôs ao acidente de trabalho. Já não basta o que os longos anos de conflito armado produziram em termos de pessoas inválidas para toda a vida? Como é que se pode admitir que as empresas falhem em questões de segurança, não cubram os seus trabalhadores com seguro e quando estes sofrem acidentes são deixados à sua sorte?
Paulo Mendes|Zango III

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