Opinião

Cidade de Luanda

A cidade de Luanda completou, há dias, mais de quatro centenas de anos, tornando-se numa das urbes mais velhas da costa sudoeste africana.

 E continua em crescimento exponencial a cada minuto, a cada hora e a cada dia que passa, razão pela qual os responsáveis pelo ordenamento do território e planificação devem redobrar esforços para melhor configuração da cidade e arredores. O crescimento desordenado da cidade e os seus arredores, como indicam os últimos 20 a 30 anos, vão manter-se como uma espécie de sina com a qual o país deve conviver. Acho que precisamos de andar muito mais rápido, nesta questão, porque o crescimento populacional não espera por políticas habitacionais, não espera por decisões políticas. As condições ou factores descritos acima, nomeadamente a agenda dos políticos, é que deve antecipar-se aos eventos no terreno.
Luanda, como disse o sacerdote católico e arcebispo de Luanda, Dom Filomeno Vieira Dias, está a crescer a uma velocidade que começa a merecer um pouco mais espaço para ela própria aguentar-se melhor. Ou seja, o padre católico disse que "Luanda é um corpo vivo, precisa de respirar", numa alusão ao facto de que o crescimento da cidade deve ser acompanhado de espaços não apenas edificados à base de betão, mas fundamentalmente com áreas verdes. Em minha opinião, Luanda deve criar um espaço extenso, preferencialmente no centro da cidade, que funcionasse como uma espécie de "pulmão da cidade" tal como sucede com o Kilombo, aqui no Cuanza Norte ou o Central Park, na cidade de Nova Iorque. Este último, com um perímetro de cerca de 10 quilómetros, no coração da principal ilha de Nova Iorque, Manhattan, constitui um verdadeiro "pulmão da cidade". Julgo que com um espaço verde assim podia contribuir para melhor renovação do ar que todos respiramos e eventualmente contribuir para uma redução substantiva do ar quente. Acho que a zona verde do Alvalade foi uma tentativa mais ou menos neste sentido e que, obviamente, vale pelo que vale. Espero é que não venham a privatizá-la, como parece ser tendência aqui no nosso país. Quanto à requalificação da cidade, sou de opinião, já emitida por um grande arquitecto e profundo conhecedor de Luanda, Troufa Real, segundo a qual não se deve confundir a requalificação das cidades e das suas áreas periféricas com a sua demolição ou erradicação. Na sua opinião, e concordo com ela, os bairros suburbanos, também designados por "musseques", devem ser preservados no quadro de processo de planeamento urbanístico que os integre, em vez de os destruir. Enfim, para terminar, quero deixar palavras de apreço por essa cidade linda, com os seus problemas, os seus desafios, mas que nos orgulha a todos quantos nasceram ou a escolheram para, aqui, residirem.
Antonica Mbala|Sambizanga

Roubo nos bancos
Escrevo para o Jornal de Angola para falar e sobretudo questionar até que ponto as instituições bancárias têm os mecanismos de segurança e de inviolabilidade das contas dos clientes realmente inacessíveis. Levanto essa questão porque, sendo cliente do maior banco público, o Banco de Poupança e Crédito (BPC), pela frequência, familiarizo-me sempre com queixas dos mais velhos sobre alegadas "mexidas” nas suas contas.
André Gouveia |Bungo

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