Há dias, ouvir que o Estado vai passar a penalizar as pessoas, colectivas ou singulares, que incorram no cometimento de crimes ambientais. Não sei se foi numa estação de rádio ou num jornal que vi essa informação, mas julgo que, a ser verdade, tratam-se de medidas que apenas pecam por tardia.
Mas, como ensina o ditado, “mais vale tarde que nunca”, não há dúvidas de que vamos ainda a tempo de fazer as correcções que se impõem, na medida em que temos milhares e milhares de problemas ambientais para tratar. Mas, antes, julgo que precisamos de entrar para um período de aprendizagem para nos adaptarmos todos a uma nova fase. Urge uma larga campanha de sensibilização e educação ambiental para que as comunidades aprendam a encarar as questões ambientais como um desafio de todos os dias. Se as populações aprenderem a viver os problemas ambientais com as mesmas preocupações da água e luz, para sobreviverem com alguma comodidade, não há dúvidas de que muitas das situações que incidem, inclusive, na saúde das pessoas acabam superadas. Não se pode aceitar que as pessoas continuem a queimar o lixo a céu aberto como forma de eliminar os resíduos sólidos, muitas vezes, com componentes misturados. Devemos aprender a viver com a consciência de que até ali onde haja sujidade ou lixo não nos dá o direito de pensar que podemos aumentar ou agravar. Deitar papéis ao chão ou quaisquer outros objectos depois de utilizados e descartados deve causar alguma repulsa nas nossas consciências. Enterrar o lixo, como muitos fazem, deve dar lugar a novas abordagens que se enquadrem no contexto actual, relacionado com formas mais sustentáveis de lidar com o lixo. Depois de um período de sensibilização e educação, é preciso que se passe para uma fase de penalização contra os crimes ambientais. Não podemos continuar a viver situações que podem ser evitadas, nomeadamente transformar os espaços que deviam ser preservados como locais para degradação. Até deitar
papéis no chão devia dar lugar a multas, em minha opinião. De outra maneira, vamos continuar a assistir casos em que determinadas áreas, mesmo sendo varridas e limpas, acabam sempre sujas por causa das pessoas que passam e deixam restos de comida ou objectos utilizados. Para terminar, gostaria de felicitar os funcionários das operadoras de limpeza por desempenharem um papel sem o qual a cidade estaria em situação ainda pior. Madalena Pires|Rocha Pinto
Limpeza da comunidade A limpeza da comunidade, a começar com pequenos gestos nos bairros, faz toda a diferença quando se trata de manter limpos os lugares em que nos encontramos, permanentemente ou de passagem. Vezes sem conta, encontro-me com pessoas que não se importam de deitar o que trazem às mãos para o chão. Desde papéis, invólucros de pastilhas, cigarros, restos de comida, embalagens de refrigerantes ou outros bens, fica muito complicado perceber como é que as pessoas não conseguem levar tais artefactos até ao contentor mais próximo. Uma garrafa de plástico de água, quando esvaziada, não tem um peso que justifica o seu arremesso para a via pública, simplesmente porque se deve livrar as mãos do despejo ou sobras. Penso que se trata já de um problema de consciência que, em condições normais, devia dar lugar a penalizações para que as pessoas ganhem consciência mais rapidamente. Não faz sentido que, em determinadas zonas da cidade, por mais sujas que estejam, as pessoas aumentem a quantidade de lixo. Na verdade, foi pelo facto de a primeira pessoa colocar ali o primeiro objecto descartável que as outras seguiram o mesmo procedimento até à “lixeirada” toda. Paulo de Andrade|Lobito