Opinião

Crise e negócios

A crise que afecta muitas famílias angolanas tem feito com que muitos cidadãos procurem meios para aumentarem os seus rendimentos. Conheço pessoas que trabalham na função pública e que abriram negócios diversos nas suas residências, para poderem fazer face ao elevado custo de vida.

Há angolanos que estão, por exemplo, a abrir cantinas e padarias para que possam ter rendimentos para pagar, por exemplo, as propinas dos seus filhos que estão em universidades. Há casos de encarregados de educação que têm mais de dois filhos a estudar no ensino superior, mas o salário que auferem como funcionários públicos não é suficiente para pagar propinas e acudir a outras despesas.
É bom que haja angolanos a criar muitos negócios, porque isso ajuda a gerar postos de trabalho. A vida hoje não está fácil, sobretudo para os cidadãos que dependem exclusivamente do salário.
Muitos angolanos querem contornar as dificuldades decorrentes da crise e vão-se apercebendo de que vale a pena criar negócios para aumentar os seus rendimentos. Sinto-me satisfeito quando vejo compatriotas meus a abrirem padarias, hamburgarias e cantinas.
Estes pequemos negócios criam muitos postos de trabalho que podem absorver muitos jovens desempregados. Gostaria que as instituições bancárias apoiassem estes pequenos empreendedores, para termos menos pobreza no país. Admiro todos os angolanos que se esforçam para assegurar uma vida digna para os seus familiares. Há muitos angolanos que trabalham arduamente. É preciso apoiar todos os que contribuem para o crescimento da economia.

Arménio Lucas | Prenda

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