Opinião

Disciplina partidária

Ser membro de um partido político implica, entre outras coisas, obedecer à cartilha da formação política em que se milita e a uma verdadeira continência verbal.

Há deputados e deputadas que, em nome da liberdade de expressão e opinião, desrespeitam os limites estatutários, a ética e o decoro para virem publicamente falar de coisas que não ficam bem cá fora. Lavam roupa suja fora das hostes partidárias, inclusive com um palavreado desajustado da realidade e como se não bastasse  ganham espaço nos meios de comunicação social. Por exemplo, faz algum sentido um deputado ou deputada dizer que “hoje morre-se mais de fome do que há algum tempo”?
Em que é que essa pessoa se baseia para falar de coisas que  carecem de um estudo, de levantamento junto de um universo com uma amostra bem analisada? Podia dar  outros exemplos de inverdades e declarações absurdas, grande parte delas provocadas por uma gritante e grossa incontinência verbal, mas acabo apenas por apelar a um maior respeito pela disciplina partidária. Acho que as lideranças partidárias deviam também elas  fazer prova de organização interna que acabasse por se reflectir cá fora. Um militante consequente não pode falar mal, directa ou indirectamente, do seu próprio partido ao ponto de se sentir mal com o sucesso do seu líder.
Pedro Mwanza|Negage

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