Opinião

Eduardo André

Escrevo esta carta para lamentar a morte do antigo jogador do Progresso Associação do Sambizanga, Eduardo André, e a forma como tudo passou despercebido para a direcção do clube.

 Em minha opinião, acho que das duas uma, ou passou despercebida ou foi propositada a ignorância das informações sobre o passamento físico do jogador avançado daquele clube. No programa “A Voz dos Cotas”, Salviano Magalhães “Man Tay” falou sobre o falecido jogador do Progresso Associação Sambizanga (PAS), Eduardo André, pela forma como a direcção do clube se comportou ao não se dignar estar presente, ou se fazer representar, no funeral.
Ninguém da direcção esteve presente, nem uma bandeira do clube e nem uma mensagem no derradeiro momento em que a urna do ponta de lança que deu glórias ao PAS se encaminhava para a cova. Um ponta de lança como poucos da sua geração, de acordo com os depoimentos de Salviano, Man Garras, cota Friquike, todos profundos conhecedores da história do PAS, clube fundado por António Leitão Ribeiro “Kiferro”.
Dizia Salviano que “Eduardo André entregava-se de corpo e alma pelo Progresso, tanto é que saía do Bairro Popular, onde morava e, às vezes, com o filho às costas, atravessava todo o Rangel e vinha ao Sambizanga para treinar com o Progresso no mítico campo do Bukavu, ali no coração do Sambizanga.”
A direcção do PAS virou-lhe as costas, ainda em vida, e agora na morte ninguém da direcção de Paixão Júnior se dignou estar presente, levando Salviano a dizer que isso poderá acontecer com os demais ainda em vida. Salviano lembrou ainda a história do Abreu “Flecha de Caxito” que, tendo jogo nos Coqueiros, e encontrando-se no Bengo, na cidade de Caxito, fez de tudo para vir jogar. E como não havia táxi, nem carro disponível para o trazer de Caxito a Luanda, teve que pedir boleia a um camionista que transportava lenha. Veio por cima da lenha até ao São Paulo, em Luanda, para depois seguir a pé até ao Estádio dos Coqueiros para jogar pelo PAS.
Esses dirigentes conhecem essas e outras histórias de pessoas que jogaram por amor à camisola. Abreu “Flecha de Caxito”, está aí, na sua terra natal, alguma vez o chamaram para o homenagear ?
Quem fala de Abreu, fala de outras figuras que deram glórias ao clube e que vivem dificuldades.
É verdade que o PAS, mais do que nunca, vive mil dificuldades mas, na doença e na morte, os que estão saudáveis e vivos podem ainda fazer alguns gestos.
Afonso Mbumba|Sambizanga


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Há dias, o Presidente da República defendeu a necessidade de o país sair da actual situação em que se encontra, de crónico importador de bens manufacturados que pode produzir aqui, para passar apenas a importar matérias-primas. De facto, Angola deve deixar de importar bens alimentares e outros que pode, em condições normais, produzir aqui, nem que para isso tenha de negociar a transferência de tecnologia ou de técnicos para formar angolanos. Não podemos continuar a “exportar” emprego, situação que ocorre quando exportamos produtos brutos que, em condições normais, deviam conhecer um processo de agregação de valor para serem mais competitivos no mercado interno e externo.
Paulo  Alexandre |Calemba II

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