Opinião

Esquerda em debandada

A esquerda está em debandada na América Latina com a fuga de Evo Morales, os apuros de Nicolas Maduro, as dificuldades económicas em Cuba, independentemente da soltura do ex -Presidente Lula da Silva.

 Escrevo sobre essa realidade política, numa altura em que chovem inúmeras informações sobre os desenvolvimentos na América Latina. Mas acho que se trata de uma fase porque, na verdade, a nível da América Latina as ideologias da esquerda e da direita apenas revezaram no exercício do poder ao longo de décadas.
Se recuarmos no tempo, notaremos que no início do século XX surgiram muitos Governos de esquerda, fenómeno que se acentuou com o fim da II Guerra Mundial, atendendo ao enfraquecimento das potências coloniais. Mas, depois, com o fracasso da governação dessa mesma e a entrada em cena da CIA, a História começou a conhecer uma reversão no Paraguai, com o general Stroessener, no Brasil, com o general Castelo Branco, e no Chile, com Pinochet, por aí adiante.
Numerosos países latino-americanos que tinham Governos de esquerda conheceram guinadas à direita nos anos 1950, 60 e seguintes, que teve uma duração de cerca de duas e três décadas. Nos anos 1990, com o fim da Guerra Fria, com a vitória da democracia liberal e o fracasso da governação da ditreita, muitos países voltaram a abrir as portas à esquerda. A História tem dessas cenas.
Manuel  Almeida|Quinaxixi

As nossas estradas
Escrevo pela primeira vez para o Jornal de Angola para falar sobre sinais de degradação dos solos que sustentam algumas estradas, alguns mesmo com indícios de ravinas que ameaçam algumas vias.
Não sei até que ponto as entidades directamente responsáveis pela manutenção das vias estão ao corrente do que se passa e que estratégias possuem para fazer face aos desafios mencionados ou não.
Em alguns troços, a ameaça é iminente, acrescida de chuvas e outros processos de erosão, que deviam levar a uma intervenção imediata das entidades competentes, em vez de esperarmos por problemas maiores e custos elevados.
Se é possível intervir agora e a custos acessíveis para o Estado, então por que é que se deixa uma determinada estrada degradar-se, quando se sabe que os custos tendem a ser maiores?
A que é que vamos atribuir este estado de coisas, caracterizado pelo propósito em ver uma determinada infra-estrutura degradar-se completamente para a intervenção ocorrer apenas e somente quando os custos tendem já a ser maiores?
Podemos chamar as causas por detrás desta realidade de incompetência ou comportamento criminoso que leva à prática, ou lógica, segundo a qual quanto pior melhor para os dinheiros que podem depois sair dos cofres do Estado e viabilizarem as sobrefacturações !...
Não há dúvidas de que, a serem verdades todas estas interrogações, estamos muito mal neste aspecto e, às vezes, não nos damos conta depois porque é que toda esta realidade acaba também por afugentar os potenciais investidores.
Paulo  Garcia|Sambizanga

 

 

 

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