Opinião

Falsos pastores

Sei que existem no país seitas religiosas com práticas que podem atentar contra a saúde das pessoas. É urgente que se faça um acompanhamento da actividade religiosa de certas seitas no nosso país, que curiosamente se instalam em áreas onde há pessoas muito pobres e com baixo nível de escolaridade.

Andam aí pastores a enganar as pessoas prometendo  mundos e fundos, em troca de  dinheiro  a cidadãos que  infelizmente acreditam em pretensos profetas que só querem enriquecer à custa do sacrifício de cidadãos honestos, que  trabalham arduamente para conseguirem  sustentar as suas famílias.
 Há  pessoas que chegam ao ponto de ir a uma igreja quando estão doentes, em vez de se dirigirem aos hospitais. Ficam em muitos casos nessas igrejas  durante muitos dias e só vão aos hospitais quando já estão em estado muito grave.
Penso que as entidades competentes deviam actuar para  acabar com as acções de indivíduos  que  passam por pastores para conseguirem  dinheiro enganando pessoas que vivem do pouco dinheiro que ganham. Que pastores são estes que deixam  por exemplo um doente com malária dentro da igreja quando há medicamentos  para curar esta doença? Quem disse que as orações curam a malária? Muitos desses pastores chegam a criar desavenças no seio das famílias,  insinuando que um determinado doente que a eles se dirige está com problemas de saúde porque alguém da família andou a fazer-lhe  mal. Não devemos permitir que falsos pastores andem a criar instabilidade nas famílias. Esses falsos pastores aproveitam-se da ignorância  das pessoas para  enganá-las. É preciso notar que muitas das seitas religiosas se instalam em áreas  em que é mais fácil manipular os fiéis. Há muita pobreza em Angola e há uma grande tendência de as pessoas pensarem que as igrejas é que vão resolver os seus problemas sociais. É preciso que se façam campanhas para dizer às pessoas que os problemas vão ser resolvidos pelas autoridades e não por falsos pastores.  

Armanda João |  Kikolo

Tempo

você e o jornal de angola

PARTICIPE

Escreva ao Jornal de Angola.

enviar carta

Multimédia