Opinião

Iluminação pública em Luanda

Sou um leitor assíduo do Jornal de Angola e há dias aplaudi o alerta para o perigo da fraca ou inexistente iluminação pública em avenidas importantes de Luanda.

O alerta vinha no espaço "Alto e Baixo", da última página. Morador na centralidade do Kilamba, eu utilizo com alguma regularidade as avenidas do MAT, da Samba, do Artesanato e também a Pedro de Castro Van-Dúnem "Loy". Tenho constatado que a escuridão é total nas ruas do MAT, Samba e do Artesanato, mas em contrapartida a Avenida Pedro de Castro Van-Dúnem "Loy", ali junto ao empreendimento da Maboque, passe a publicidade, todos os dias (à luz do dia) há um conjunto de postes de iluminação pública acesos, sem necessidade. Tudo isso me faz pensar que não há aqui falta de capacidade para iluminar mais ruas em Luanda. Porque o desperdício está à vista de todos. As ruas escuras não só são um perigo para a travessia de peões e para a condução automóvel, como também são carta branca para a actuação de assaltantes no período nocturno. É preciso que se faça alguma coisa para mudar o actual quadro.

António Milagre | Centralidade do Kilamba

 

Falso alarme
A morte violenta de três portugueses, neste mês de Abril, em Luanda, está a levantar um escarcéu além fronteiras, que é bom que haja alguma reacção das autoridades policiais, para que não se pense em instabilidade generalizada. Enquanto as autoridades policiais não se pronunciarem sobre o andar das investigações, a verdade é que fica sempre no ar a ideia de que é perigoso circular em Luanda. Embora eu pense que sejam casos isolados, a morte dos três portugueses, o que me preocupa, neste momento, é a mensagem que está a ser passada lá fora sobre a violência em Angola. Isto não é bom para atrair investidores. O Reino Unido já aconselhou os cidadãos britânicos a restringirem-se a viagens essenciais em Cabinda e alertou para o "elevado índice" de criminalidade em Luanda. Li estas recomendações ainda ontem, pois o mundo é hoje uma aldeia global. As autoridades, repito, devem vir rapidamente, a público e tranquilizar as pessoas. Porque não se trata de violência generalizada, como o comunicado do Departamento de Estrangeiros e da Comunidade Britânica faz crer, ao desaconselhar os britânicos a percorrerem as ruas de Luanda no período nocturno. No dramático comunicado, o Reino Unido alerta os seus cidadãos que “existe um elevado índice de criminalidade em Luanda. Assaltos com agressões, sobretudo para roubar telemóveis e outros valores, e assaltos com arma de fogo podem ocorrer em qualquer lugar a qualquer hora do dia ou da noite. As áreas onde se deslocam os estrangeiros são alvos preferenciais”. Enquanto cidadão comum não sou o mais indicado para acalmar os ânimos e convencer as pessoas, angolanas ou estrangeiras, de que as coisas não estão assim tão más, como se pretende fazer crer. Casos de violência acontecem um pouco por todo o mundo. Mas, como disse acima, devem ser as autoridades a explicar e até a convencer a comunidade nacional e internacional que Angola é um país estável. Que toda essa região da África Austral é a mais estável do continente. Para mim, ainda é um falso alarme, que as autoridades vão esclarecer.

Gilmar Costa  | Kilamba Kiaxi

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