Opinião

Investigação científica

Tenho conhecimento de que não se dá nas nossas universidades, públicas e privadas, muita importância à investigação científica, em vários ramos do saber. É preciso que os nossos estabelecimentos de ensino superior tenham departamentos que se dediquem à investigação, para que os seus alunos possam adquirir conhecimentos que lhes permitam ter elevadas competências.

Soube que as universidades andam com problemas financeiros, o que lhes impede de realizar acções, salvo raras excepções, no sentido de, por exemplo, realizarem estudos que possam contribuir para o conhecimento do que se passa em várias áreas do saber. Temos no país muita gente rica, mas que só gosta de aparecer no exterior de Angola.
Não me lembro de alguma vez um ricaço angolano tenha doado recursos financeiros a uma universidade do nosso país, para programas de investigação.
Mas, entretanto, já vi, com muita dor, ricos angolanos a financiarem, com milhões de dólares, espectáculos de cantores estrangeiros. Será que os nossos ricos que até gostam de concorrer entre si para ver quem tem mais dinheiro não sabem que as nossas universidades têm dificuldades financeiras?
E muitos dos nossos ricos formaram-se na mais antiga universidade pública-a Agostinho Neto. A pergunta que muita gente faz no país é a seguinte: por que razão os angolanos ricos não gostam de ajudar os seus compatriotas, financiando projectos ao nível do ensino? Há angolanos muito ricos. Será que eles já pensaram em promover um programa de concessão de bolsas de estudo a jovens angolanos pobres?
Hermínia Alberto | Cassenda

As chuvas e os quadros
Entrámos numa época em que chove com muita frequência. As infra-estruturas que temos na capital do país são frágeis, por razões que são do conhecimento das autoridades. Importa agora, nesta altura, que se avaliem o estado das infra-estruturas que possam constituir perigo para a vida dos cidadãos. Se pudermos evitar que caiam pontes , que se mobilizem quadros capazes de fazerem um trabalho eficiente de prevenção. É tempo de se começar a trabalhar com os angolanos mais competentes. Quem afinal tem medo da competência de muitos angolanos que estão interessados em resolver muitos dos nossos problemas?
Sabe-se que no passado muitos quadros competentes foram excluídos pura e simplesmente porque pensavam pela própria cabeça. Havia um grupo de pessoas que entendia que todos nós devíamos ser uns carneiros e que não tínhamos o direito de termos ideias próprias. Vivemos agora, felizmente, numa sociedade aberta e já podemos assistir à produção de muitas boas ideias sobre a vida do nosso país. Os que nos governam devem estar atentos ao que os cidadãos dizem. Que os governantes não pensem que são donos de toda a verdade. Há muitos angolanos com ideias valiosas para ajudar a retirar o país da crise . Os governantes devem ser pessoas humildes e disponíveis para aprender. Os servidores públicos devem ouvir mais as pessoas.
Bernardo Lucas | Samba


As chuvas e os quadros
Tenho notado que muitas zungueiras, que diariamente percorrem muitos quilómetros a pé, têm mais de 40 anos de idade.
Trata-se de senhoras com filhos que até já têm os seus lares, mas que vivem com muitas dificuldades. Gostava de prestar aqui neste espaço a minha homenagem a estas senhoras que, por amor aos seus filhos e não só, se fazem à estrada para obter algum dinheiro.
Um meu familiar, que tem imenso respeito pelo sacrifício que as zungueiras fazem, disse-me uma vez que um dia teremos de fazer um monumento a estas heroínas, que estão sempre em constante movimento para manter aceso o fogão em suas casas.
Pedro Arsénio | Ingombota

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