Opinião

Janela do futebol

Já rola a bola nos estádios de futebol, na República Árabe do Egipto, para a edição 32 ª do Campeonato Africano das Nações (CAN), em futebol sénior masculino, em que felizmente a minha "selecção do coração" se encontra presente.

Como angolano e patriota, torço pelos Palancas Negras, o nome oficial da Equipa Nacional, o "team" de todos nós, mas é sobre o futebol africano em geral que eu gostaria de debruçar-me nesta modesta carta. Para mim, o CAN representa uma "janela de oportunidades" que os nossos jogadores, as equipas nacionais, os agentes e os "olheiros" deverão explorar para que as nossas estrelas continuem a brilhar nos grandes campeonatos. Acho importante que os jogadores africanos continuem a ter a oportunidade de evoluir nos campeonatos mais evoluídos. Aliás, se fizermos uma retrospectiva dos últimos 30 anos e medirmos os factores que contribuíram para a evolução dos campeonatos nacionais africanos, não há dúvidas de que a interacção com outras realidades constará como um dos elementos. Muitos jogadores africanos acabam as suas carreiras em África, outros chegam com uma espécie de valor agregado que proporcionam às competições nacionais quando se dedicam ao treinamento ou dirigismo desportivo. No entanto, vale dizer que as disputas internas em futebol devem continuar a merecer a atenção dos órgãos tutores da modalidade futebol para que a competitividade tenha os níveis esperados. Para terminar, desejo às nossas equipas, em especial aos Palancas Negras, um desempenho que dignifique África e o nome de Angola.
FANTÓNIO FERNANDES | Cabinda

 

Maka de segurança
Sou morador de um bairro localizado no Calemba II, longe do asfalto e no interior de um bairro de construções anárquicas, aqui em Luanda, e escrevo pela primeira vez para o Jornal de Angola para abordar um bocado sobre o policiamento, esquadras móveis e tranquilidade pública. Gostaria que o Comando da Polícia Nacional instalasse esquadras móveis pelos bairros, embora compreenda também que a Polícia Nacional tem as suas prioridades. Ou, na eventualidade da impossibilidade da instalação das esquadras móveis, podia-se optar pelo patrulhamento apeado constante por forma a desencorajar os meliantes no exercício das suas actividades anti-sociais. Há bairros novos que surgem e expandem-se a uma velocidade nem sempre acompanhada por serviços de entidades relevantes como a Polícia Nacional, cuja tarefa de prover a ordem, segurança e tranquilidade públicas não tem substitutos directos. É verdade que não temos ainda um rácio de agente da polícia por habitante que satisfaça, mas em todo o caso grande parte do papel da Polícia Nacional depende também do que as populações podem fazer. Ao contrário do que muitos defendem, que a polícia deve fazer tudo para assegurar a ordem pública, na verdade, as populações e as pessoas individualmente podem também ter um papel importante neste aspecto. Entendo que, por mais que a Polícia Nacional desempenhe o papel que todos esperamos, não há dúvidas de que a colaboração popular, traduzida na participação regular, rigorosa e atempada, é quase sempre determinante.
FILIPE SILVA | Calemba II

 

 

 

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