Opinião

Jorro de água

Há vários dias que na rua Rainha Ginga, nas imediações do edifício da Debeers, se encontra uma fuga de água de uma tubagem. É muita água que corre e dá muito o que pensar sobretudo sobre as famílias que não possuem acesso ao precioso líquido. Passo todos os dias por aquela via e sempre que olho para a água a jorrar faço-me várias perguntas, entre elas se a Empresa Pública de Águas (EPAL) não dá conta daquela situação.

Outra pergunta tem a ver com o facto de a população que ali reside ficar indiferente ao jorro de água, que corre todos os dias, sobretudo de manhã cedo. Está a servir já para o destino de várias pessoas para se lavarem, para acarretar água para lavar carros em lugar inapropriado, incorrendo em transgressão administrativa. Na verdade, ao longo da rua Rainha Ginga, há outros casos de ruptura de conduta que transformam troços da referida via em verdadeiras veredas ribeirinhas. Não pode ser porque não nos podemos dar ao luxo de desperdiçar água cuja produção e distribuição ainda não chegam a toda gente.
E mais, afinal a água que jorra custa muito dinheiro a produzir e deixar que ela se desperdice por causa de ruptura de conduta ou fugas nas tubagens não faz qualquer sentido. Precisamos de fazer muitas reflexões em torno do que pretendemos, eventualmente ponderar-se a privatização de serviços ligados à distribuição de água. Acredito que se entrarem para o mercado outros operadores a distribuição poderá conhecer uma outra responsabilidade e outra maneira de lidar com o líquido precioso.
Muitas coisas, no que a garantia de fornecimento de água para todos diz respeito, já estão a escapar ao controlo da EPAL. Com todo o respeito que tenho por esta empresa pública e nem sequer é isso que está aqui em causa, julgo que era bom que o Estado abrisse o mercado da distribuição de água. Assim, a própria EPAL iria tornar-se mais profissional e mais competitiva. />Termino esta minha modesta carta endereçando palavras de apreço a todos os trabalhadores da Empresa Pública de Água e a todos os consumidores que, mesmo não tendo água em condições e quantidade desejada, continuam a contar com os serviços da EPAL.
LOURENÇO MENDES | Mutamba


Sinais de trânsito
Sou estudante do ensino superior e escrevo para o Jornal de Angola para falar um bocado sobre a feira realizada há cerca de uma semana. Já se passaram alguns dias desde que foi realizada a chamada feira de emprego, estágio e formação profissional, mas não noto nenhuma reacção pública das entidades que realizaram o referido evento.
Salvo erro, a opinião pública angolana merece algum esclarecimento sobre o que se passou e, mais importante, sobre o que está a fazer o Executivo para fazer crescer as oportunidades de emprego no país.
É verdade que grande parte do que é o desafio relacionado com a criação ou crescimento de postos de trabalho deve ser abraçado também e fundamentalmente pelos empresários e empreendedores.
Mas urge a criação de oportunidades para os jovens em todo o país.
Como tem feito referência o Presidente da República, os jovens são aquele segmento da população cuja expectativa e calendário nem sempre coincide com a agenda e resultados da governação. Os jovens querem já e é compreensível que haja, da parte dos mesmos, essa perspectiva de encararem as coisas.
LAURA COSTA | Lobito

 

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