A chuva é obra da natureza e os seres humanos pouco ou quase nada podem fazer contra ela. Ela chove e vai continuar a chover enquanto a mãe natureza assim determinar. Cabe-nos apenas e somente procurar formas de adaptação e, obviamente, a retirada do melhor proveito das suas vantagens.
Escrevo, infelizmente, para lamentar a forma errada como as pessoas, em muitos bairros, se aproveitam da chuva para proceder de forma a complicar a vida dos outros. Em muitos bairros, as pessoas inviabilizam a mobilidade automóvel com a colocação de pedras em locais onde as viaturas deviam transitar. Quando chove, alguns automobilistas acabam por viver verdadeiras cenas de extorsão em muitos bairros. Com as lagoas das chuvas em muitos bairros, sob o pretexto de limpeza das ruas, alguns jovens organizam-se e encerram as ruas ao trânsito, condicionando a passagem de viaturas mediante o pagamento de um valor. Trata-se de cenas de extorsão quase sempre acompanhadas de violência verbal, quase equivalentes a assaltos à mão armada à luz do dia nas quais devia intervir a Polícia Nacional. Não é aceitável que as ruas estejam encerradas e o trânsito condicionado mediante o pagamento de um valor estipulado ou o possível em posse do automobilista. Trata-se de uma prática que ganha contornos que pode tornar-se um hábito, com todos os efeitos perniciosos para a sociedade, pois a liberdade de circulação de pessoas e bens é um direito constitucional. Para terminar, gostaria que as unidades técnicas dos serviços gerais das administrações verificassem a forma como algumas famílias aproveitam as chuvas, para esvaziar as fossas e misturar o seu conteúdo com as águas das chuvas.