Opinião

O problema das ravinas

Muito já se escreveu sobre as ravinas e ainda há dias li no editorial deste diário apelos e recomendações relevantes de uma engenheira ambiental. Julgo que está na hora de as nossas autoridades começaram a “pôr a mão na massa”, como soe dizer-se.

Quer dizer, é preciso que as autoridades, acompanhadas das comunidades, saibam encarar os actuais desafios provocados pelas ravinas também em função das alterações climáticas. O actual quadro pode piorar quando a ele juntamos outras realidades tais como a exploração florestal desmedida e o desmatamento em muitas localidades do país.
Atendendo que se trata de um problema essencialmente natural, não há dúvida de que a acção humana pode contribuir para atenuar ou reduzir significativamente as causas que contribuem para o surgimento das ravinas.
Penso que está na hora de as autoridades competentes passarem a redigir uma espécie de cartilha dirigida a todos os habitantes das zonas rurais no sentido do melhor uso dos solos.
É verdade que a componente cultural joga um papel quase que incontornável, mas podemos educar as pessoas no sentido de uma utilização mais racional dos solos. É preciso que se evitem as queimadas desnecessárias e o abate indiscriminado de árvores, entre outras práticas que aceleram a degradação dos solos.
Obviamente que a implementação de leis duras contra o mau uso dos solos deve igualmente presidir todos os procedimentos para salvaguardar as comunidades de situações que levem ao surgimento de ravinas.

Olga Guimarães
| Cazenga

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