Opinião

Odinga e os tribunais

Acompanhei com atenção as eleições quenianas, em que foi considerado vencedor Uhuru Kenyatta, embora com alguma tristeza por causa das arruaças que se seguiram à publicação dos resultados finais.

Os partidários de Raila Odinga, o principal rosto da oposição queniana, saíram às ruas para protestar contra os resultados eleitorais.
De facto, foi um mau exemplo para o continente africano e sobretudo para o Quénia, um país cuja democracia já devia dar exemplo de solidez e estabilidade.
Apenas lamento que esse percurso tenha como resultado mortes e destruição de bens. E, para piorar, partiu da parte do próprio Odinga a ideia de levar a população à rua para contestar os resultados das eleições, já declaradas pelos observadores internacionais como justas, transparentes e democráticas.
Depois dos danos que tiveram lugar, eis que, ultimamente, Raila Odinga anuncia que vai recorrer às instituições judiciais do país para disputar os resultados eleitorais.
Para terminar, diria apenas que a União Africana, que possui instrumentos legais ratificados pelos Estados, devia ter uma palavra a dizer na exortação aos Estados para respeitarem os preceitos democráticos que livremente escolheram.

Augusto de Matos, Prenda

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