Opinião

Petro de Luanda

Sou um entusiasta do bom futebol, embora não seja necessariamente adepto de nenhuma equipa em especial. Escrevo estas linhas para exprimir a minha indignação pela forma como o Petro de Luanda acabou afastado da taça africana. A eliminação do Petro de Luanda, da Taça Nelson Mandela constitui mais uma prova de que nem tudo se joga nos relvados.

Embora muitos não gostem de ouvir falar destas coisas, acho que há muitos jogos de bastidores que são articulados fora das quatro linhas. A Confederação Africana de Futebol (CAF) parece ter-nos habituado a ver que o desporto-rei em África não se joga apenas e somente no campo. Muitos não gostam de ouvir falar destas coisas que, como se sabe, não se verificam apenas em África, mas um pouco por todo o mundo. Penso que está na hora de os gabinetes de estudo dos clubes angolanos, pelo menos aqueles que chegam sempre a patamares mais elevados, estarem por dentro de todas as jogadas.
Venâncio Fernandes | Cassequel do Buraco


História Militar
A História não se apaga e era bom que o ensino, a todos os níveis, continuasse a dar o devido espaço a esta importante disciplina e ciência. Escrevo para falar do nosso Museu de História Militar de Angola, uma importante instituição museológica que precisa de servir o ensino, o lazer e a diversão. Mas é sobretudo acerca do estudo e conhecimento do passado remoto e recente de Angola que gostava falar. Gostava que as escolas a todos os níveis soubessem retirar o melhor proveito da instituição que se encontra na Baixa de Luanda, à entrada da Ilha. Muitas das aulas que são leccionadas sobre História e figuras históricas conhecidas deviam ser leccionadas ali mesmo como aula prática. Era bom que o Estado fizesse um inventário de tudo quanto Angola perdeu durante a colonização porque existem muitas peças espalhadas pelo mundo que deviam estar presentes naquela instituição museológica. Sou de opinião que a História Militar de Angola devia transformar-se mesmo numa disciplina escolar, não apenas para estudar a guerra em si, mas sobretudo pô-la ao serviço da paz. Se formos capazes de ensinar o que foi a guerra que vivemos até 2002, não há dúvidas de que melhor preparadas as pessoas tendem a estar para defender a paz. Com o estudo da História Militar de Angola, as gerações mais novas aprenderiam mais e melhor sobre os meandros em que se desenrolou o conflito militar. Para terminar, gostava prestar o meu tributo a todos os angolanos falecidos na guerra e aos que sobreviveram a ela. Estes últimos, alguns deles evidentemente, dariam um grande contributo se fossem capazes de escrever as suas memórias.
Fernando Tavares | Terra Nova


Estacionamento na baixa
Sou automobilista e funcionário público de uma instituição na Baixa de Luanda. O estacionamento em toda a extensão da Mutamba e nas ruas contíguas é feito sob o olhar atento de uma dezena de jovens desempregados que se fazem "proprietários" dos espaços públicos de estacionamento. O estacionamento na parte baixa de Luanda há muito que se tornou um negócio ilegal de rapazes que pululam pelas ruas, extorquindo dinheiro aos automobilistas. Trata-se de um caso de polícia, mas em que a Polícia Nacional, cuja missão principal tem sobretudo a ver com a manutenção da ordem, tranquilidade e segurança públicas, está sempre ausente. Não consigo entender como é que dezenas de jovens desempregados, alguns deles altamente perigosos, fazem dos parcos locais de estacionamento locais para extorsão e furto.
Carlos de Oliveira | Boavista

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