Opinião

Polícia sob pressão

Não há dúvida que a Polícia Nacional vive dias difíceis, de muita pressão, por causa da série de eventos que não contribuem para aproximar as populações dos agentes da corporação. São dias difíceis na medida em que parece pairar uma certa pressão, que está a ser enfrentada pelos agentes e oficiais da corporação.

É verdade que a Polícia Nacional está, de certo modo, preparada para lidar com esta e outras situações que carregam alguma pressão. Espero que a Polícia Nacional possa corrigir muitas das acções que eventualmente estejam mal orientadas. E não duvido que uma das medidas que o Comando Geral e o Ministério do Interior deviam tomar sempre e a todo o instante, era a expulsão dos agentes que desnecessária e recorrentemente comprometem seriamente a Polícia Nacional. Se assim procederem vão ganhar mais credibilidade junto da população, na medida em que as populações vão perceber que a Polícia Nacional não alberga pessoas cujo perfil não se compatibiliza com os padrões da corporação. A expulsão, além da responsabilização civil e criminal, devia ser uma espécie de medida automática, depois de verificados outros pressupostos, como forma de preservar o bom nome da Polícia Nacional.
Estêvão Magalhães  | Sambizanga

Os nossos futebolistas
Olhando para a fase preliminar e finais das competições europeias, desde a Champions e a Liga Europeia, fico a pensar nos nossos futebolistas. Às vezes, questiono-me que “pecado” é que este país fez que não tem muitas estrelas de origem angolana a competir nos grandes campeonatos europeus. Sem exagerar, não temos nenhum angolano a jogar como titular nas grandes equipas, mesmo naqueles campeonatos de segunda ou terceira linha da Europa e que seja uma referência. Se estiver errado, teremos um ou outro, mas que não dá muito nas vistas, o que leva a levantar uma outra questão relativa à ida dos jogadores angolanos para a Europa. Porque é que o destino dos jogadores angolanos na Europa tem de ser necessária e obrigatoriamente em Portugal?
Se o Mundo tornou-se global e se podemos entrar em qualquer “mercado futebolístico”, porque é que os nossos clubes, os nossos empresários, os nossos agentes FIFA - se é que temos esses últimos - só têm olhos para ver Portugal como destino único para os nossos jogadores? E como se não bastasse a experiência sempre fracassada dos nossos jogadores naquele país, onde acabam sempre emprestados para clubes de categoria inferior, persistimos em seguir nessa direcção. Muito estranho.
Adérito Cunha | Luena


Trabalho nas minas
Trabalhar nas minas é daquelas ocupações profissionais que dão muito que pensar por causa dos casos de desabamento de terra e outros imprevistos. Se há profissão com algum grau elevado de risco, seguramente o trabalho nas minas é um deles. Há pelo Mundo fora muitos casos que envolvem fatalidade nas minas, tal como sucedeu em Marikana na África do Sul e no Chile, em que mineiros ficaram encurralados por muito tempo. E para não falar de outros casos, aqui mesmo no nosso país. Há dias, ouvimos o caso dos trabalhadores de uma mina de ouro, na província da Huíla, que desabou. E o que é curioso é que muitas destas empresas não têm seguro contra todos os riscos, envolvendo muito em particular os seus trabalhadores. Acho que o Estado devia impor seguro de vida aos mineiros, com valores que iriam permitir indemnizar os familiares mais próximos.
João de Carvalho | Sumbe

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