Opinião

Praça em passeios

No passado sábado fui ao bairro Hoji Ya Henda, tendo passado pelo S.Paulo, e o que vi não me agradou. Centenas de comerciantes (homens e mulheres) ocupam os passeios dos prédios para vender mercadorias diversas, desde alimentos a roupas.


 Não acreditei no que vi. Como é possível que comerciantes ocupem passeios para os transformar em praça? Será que não há autoridade neste país? Os peões têm dificuldades de circular nos passeios, que não foram construídos para serem praças. Sei que muitas pessoas passam por dificuldades e têm necessidade de vender alguma coisa para poderem sobreviver. Mas é necessário que a venda dos seus produtos seja feita em sítios apropriados. Os comerciantes devem ocupar os espaços recomendados pelas autoridades. As praças não podem existir em qualquer lugar, por várias razões, uma das quais tem a ver com a saúde e a mobilidade das pessoas. Ninguém tem o direito de ocupar passeios para fazer comércio sem a devida autorização de autoridades competentes. Que as nossas autoridades tomem medidas para se acabar com as praças ao longo dos passeios dos prédios do S. Paulo. Aquilo que vi foi um cenário muito triste. O S.Paulo já foi no passado uma zona muito bonita, com lojas que vendiam quase tudo, para pobres e ricos. Temos de ter um país organizado. O comércio não se pode fazer em qualquer sítio. O país tem leis e todos devemos cumpri-las. É verdade que há dificuldades de vária ordem para se conseguir dinheiro, mas isso não deve justificar práticas anárquicas. Todos nós devemos contribuir para termos um país organizado.
Filomena Alfredo|Maculusso


Terraplanagem e administradores
Sou mais um leitor, a exemplo de outros que já escreveram neste espaço, que aproveita para fazer um apelo às autoridades para nesta época de chuvas tomarem medidas no sentido de realizarem operações de terraplanagem e tapa-buracos em muitas vias da cidade de Luanda. É verdade que se trata de paliativos, mas estes ajudam a tornar o trânsito mais fluído, numa cidade com muitos milhares de viaturas. São muitas as cartas que se escrevem neste espaço, mas não vejo reacção das autoridades em relação aos problemas que são colocados pelos cidadãos e que, em muitos casos, são de fácil resolução. Enquanto não começarem a ser executadas as grandes obras ao nível das infra-estruturas rodoviárias, convém que se façam pequenos arranjo , para tornar a vida do cidadão menos penosa em termos de mobilidade. Penso que os nossos administradores municipais e distritais devem reunir menos e visitar mais as áreas das circunscrições que dirigem. Os nossos administradores municipais e distritais devem contactar as pessoas para saber dos seus problemas. Há muitos quadros a viverem nos diferentes municípios do país e estes podem ajudar os administradores a encontrar soluções para os problemas. Não sei qual é a dificuldade de os nossos administradores irem ao encontro das populações. Será assim tão difícil os nossos administradores conversarem aos fins de semana com os moradores dos bairros que integram as curcunscrições que dirigem? É necessário que os nossos administradores andem mais pelos bairros e recebam informações dos cidadãos.
Arménio Pinto|Samba

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