Opinião

Pré pago e “puxadas”

A energia pré paga veio para corrigir muitas distorções relacionadas com o consumo de energia eléctrica, sendo uma delas acabar com as chamadas “puxadas” de energia.

 Conhecidas também como “gatos”, esses procedimentos consistem em ligações indevidas e não autorizadas aos cabos eléctricos com o objectivo de “roubar” energia eléctrica. Vivo no bairro Marçal, nos lados da Gajajeira e tenho vizinhos que, mesmo a usufruírem da energia pré paga continuam a “roubar” energia e a consumirem sem pagar. Embora pareça impossível, os meus vizinhos que não pagam energia fazem “puxadas” a partir dos cabos dos postes. Essa minha carta serve de alerta e denúncia à ENDE, para que através das suas equipas, acompanhadas da Polícia Nacional, realize uma expedição aqui nestes lados para acabarem com essa pouca vergonha. Acho que o que acontece aqui no Marçal, no meu bairro, provavelmente sucede noutros bairros onde alguns “chicos-espertos” conseguiram ludibriar o sistema de pré pago, levando-os a consumirem energia eléctrica sem pagar. Era bom que a ENDE criasse uma base de dados ou um mecanismo por via do qual fosse possível monitorar aqueles clientes que ficam por muito tempo sem carregar. Tal como fazem as operadores dos serviços de televisão por subscrição, que ligam regularmente aos clientes para saberem da sua satisfação, da recepção do sinal e eventualmente sobre as razões que os levam a ficar algum tempo sem recarregarem. A ENDE tem de ter um mecanismo para saber que clientes pagam efectivamente, quais os que ficam largos meses sem pagar, mesmo quando ludibriam com pagamentos ínfimos e longo tempo de consumo.
E ao lado desse trabalho, a Polícia Nacional e tribunais devem ser chamados para actuar perante aqueles que não só fazem “puxadas” como também não pagam o que consomem ou dão a terceiros a consumir. Há homens que, em determinados bairros, são os responsáveis pelas “puxadas” porque são eles os que acabam por facilitar esse procedimento ilegal com a intervenção nos postes eléctricos. As comissões de bairro deviam funcionar para, em colaboração com a ENDE e com a Polícia Nacional, denunciar aqueles munícipes que pretendem sempre viver à revelia daquilo que determinam as leis, valores e tradições. Afinal, a energia custa muito a ser produzida e não faz sentido que alguns, mesmo a pagarem muito aquém dos custos de produção, ainda promovam as chamadas “puxadas”.
Afonso Banga|Marçal

Água do ar
Há dias, li num jornal de Israel que cientistas daquele país inventaram um sistema por via do qual conseguem criar água potável através do ar. Embora existam técnicas que realizam as mesmas proezas, mas os investigadores enaltecem a iniciativa como nova, na medida em que, ao contrário das outras técnicas, não se limitam ao velho procedimento de retirar o líquido precioso da humidade do ar. Usam uma outra técnica que, oportunamente, explicaram ao periódico israelita e que constitui um grande avanço numa altura em que a escassez de água no mundo é preocupante. A ideia de que as próximas guerras serão eventualmente provocadas pela possível escassez de água no mundo pode reduzir a onda de inquietação um pouco por todo o mundo. Espero que essa técnica ajude os povos que se encontram em zonas áridas e onde há um reduzido fornecimento de água.
Carlos Mamede|Samba

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