Opinião

Produção de clínquer

No vosso artigo, com o título “Forte aposta no carvão reduz custos de produção”, publicado na secção de economia, no dia 03.11.2017, é citada uma opinião do Sr. José Severino, presidente da AIA, em como a utilização de carvão mineral reduz os custos de produção do Clínquer, baseando essa opinião no preço do Light Fuel Oil (545 dólares por tonelada) e do Carvão Mineral (190 dólares por tonelada).

O que importa, para o caso, não é o custo da unidade de volume, mas sim o poder calorífico de cada uma das substâncias. Ou, mais simplesmente: quantos metros cúbicos de Light Fuel Oil e quantas toneladas de Carvão Mineral são necessários para produzir uma tonelada de Clínquer e quanto custa em cada uma das opções?
Além disto, é necessário ter em atenção se os preços do Carvão Mineral e do Light Fuel Oil citados englobam todos os custos (custo do produto, frete, seguros, despesas portuárias e alfandegárias e de transporte do porto até às fábricas).
Ainda se deve ter em conta os níveis de poluição que cada um dos dois combustíveis provocam.
Dever-se-ia também ter em conta a possibilidade da existência e/ou produção de cada um dos combustíveis em Angola. Sabemos que em Angola não existem jazidas de carvão mineral, em quantidade e de qualidade.
Será que não seria mais útil para Angola que essas unidades de produção de cimento utilizassem o Gás Natural (LNG) que vai sendo exportado?

Jorge Teixeira | Luanda

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