Opinião

Regimes militares

Felizmente, os regimes militares em África estão a terminar por força dos ventos que estão a ser soprados pela democracia. O regime do Presidente Omar al-Bashir era provavelmente o último de cariz claramente militar e ainda bem que a sua queda não acompanhada de derramamento de sangue.

Ainda bem, repito, que os militares souberam estar do lado do povo e que esta mensagem foi inteiramente acatada pelos homens do fuzil. É bom que esta mensagem passe para todos os países africanos,sobretudo aqueles em que os militares “apreciam”, volta e meia" assaltar o poder, sempre a justificação que os interessa.
Mesmo quando o caos parece tomar conta do país, os militares devem resistir sempre em tomar o poder e exercerem o poder político. Este deve ser entregue sempre a um civil, quer na fase transitória, como de resto sucede com a previsão na Constituição do país, quer na fase subsequente em que democraticamente o poder deve ser entregue a entidade civil.
Os exemplos de democracia no continente devem servir para que deixemos os paradigmas do passado em que os militares podiam sempre intervir com a “desculpa esfarrapada” de que é para manter a ordem que os políticos não conseguem. Não pode ser de outra maneira porque a democracia é completamente incompatível com regimes militares.

JOÃO AFONSO | Boavista


Cidadela desportiva
Sou um entusiasta do desporto e escrevo para o Jornal de Angola para levantar a questão do Estádio da Cidadela, a nossa catedral do futebol que parece “morrer” a cada dia que passa. Não sei o que é que se passa, para além das informações que correram relacionadas com o alegado facto de que o mesmo já não podia receber jogos.
E depois nunca houve muita e fundamentada informação sobre o que realmente se passava ou se passa. Diz-se que o Estádio encontra-se sob um lençol de água, mas esse facto já era do conhecimento da Constrói, a empresa que ergueu o campo de futebol onde as grandes equipas e a Selecção Nacional de todos nós fizeram História.
Se o conhecimento da existência era anterior à construção do campo, como suponho, então o que é que falhou na edificação do referido estádio?
E porque é que sendo do conhecimento do estado da terra que suportava o estádio ainda assim avançou para a construção de um segundo anel ? Agora diz-se que a solução passa por destruir a referida infra-estrutura ou, pelo menos, achar-se o mal menor que provavelmente passaria pela remoção do segundo anel.
Acho que o pior é que se está a deixar passar o tempo sem a tomada de medidas e a Cidadela Desportiva vai “morrendo” aos bocados. Para terminar, gostaria que quem de direito tomasse a decisão que se impõe, ao menos dando a conhecer o que é feito e o que será feito da referida infra-estrutura que, pelo que se saiba, não está ainda transformada em museu.
É com lágrimas que termino esta minha carta que me remete para tempos em que um adolescente como eu se deslocava à Cidadela Desportiva para apreciar grandes “derbies”, como, por exmplo o que envolvia o Progresso Sambizanga e equipa do 1º de Agosto. Lembro-me como hoje que o campo enchia. O entusiasmo pelo futebol “morreu” décadas depois e nem sei bem porquê.
ARTUR FERREIRA | Prenda

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