Opinião

Sarjetas abertas

Em tempos de chuva e enxurradas o que menos se aconselha é deixar, por negligência ou propósito, as sarjetas abertas em várias ruas das grandes cidades como Luanda.

Escrevo sobre essa realidade, atendendo que há dias assisti a um debate em que um dos técnicos alegava que muitas tampas acabam furtadas. "Muitos que trabalham com ferro velho, acabam por furtar as tampas que se encontravam em muitas sarjetas, razão pela qual algumas se encontram descobertas”, disse um dos intervenientes. Enquanto outras, que possuem as referidas sarjetas, encontram-se hermeticamente encerradas, outras mantêm-se abertas porque as tampas foram subtraídas. Há também algumas que acabam danificadas pelo movimento nas estradas de veículos pesados. Relativamente aos orifícios que se e encontram abertos, faço votos de que as unidades técnicas de Luanda, dos municípios e distritos as reponham em tempo útil, inclusive em nome da segurança. Afinal, muitos transeuntes mutilam os membros inadvertidamente e algumas viaturas, com diâmetro reduzido das suas rodas, andam com sérias dificuldades diante desta realidade.
Para as tampas que dificilmente abrem em tempos de chuva para viabilizar a passagem das águas, urge criar condições para que as mesmas sejam úteis na hora que mais as comunidades precisam das sarjetas.
Em minha opinião, julgo que uma das revoluções que temos de promover, nos próximos tempos, passa pela criação de condições em que o saneamento, o fluxo das águas residuais, as valas de drenagem, etc., devem funcionar em pleno para bem da saúde e bem-estar das comunidades.
A água não pode parar em determinado espaço sem que encontre linhas de passagem para o destino normal e esperado da mesma, nomeadamente o mar ou os lençóis.
Andamos a criar muitas dificuldades para a circulação normal da água que acabam por se transformar em dificuldades para nós mesmos. Para terminar, gostaria de endereçar palavras de encorajamento às unidades técnicas que trabalham na área do saneamento, limpeza e manutenção das valas de drenagem.
António Coimbra|Samba


Inspecção do Estado
Escrevo para falar sobre o papel importante do Call Center da Inspecção Geral da Administração do Estado (IGAE), um instrumento que joga um papel muito relevante na sociedade angolana.
A colocação à disposição do público de uma linha de contacto para denúncias constitui um passo importante.
Nos últimos dias, tem sido muito comum os casos de detenção em flagrante de servidores públicos, apanhados em situações que envolvem corrupção ou suborno.
Vi há dias pela televisão imagens de um servidor público acompanhado por agentes do SIC, alegadamente num caso de tentativa de corrupção activa.
Acho que está a ser bom, esse ambiente em que se pretende acabar com o sentimento de impunidade que muitos servidores públicos insistem em cultivar, mesmo numa altura como esta.
Marta Coelho|Via Expressa

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